JOGO DE BOTÃO

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PORQUE TAMBÉM SOU G.E.RENNER...

Renner, o 'Papão' que desbancou a dupla Gre-Nal em 54, deixa saudade

SporTV Repórter relembra a história do clube de Porto Alegre que na década de 50 desafiou colorados e tricolores, mas que hoje vive apenas na memória

 
 
Foram apenas 28 anos de vida, mas o suficiente para deixar muita saudade. Assim é a história do Grêmio Esportivo Renner, clube gaúcho de Porto Alegre que em 1954 fez frente à dupla formada por Grêmio e Internacional. Nascido em 1931, o Renner foi fundado por funcionários de um império industrial do Rio Grande do Sul para desbancar um dia o predomínio dos grandes clubes da cidade. Mas a história terminou em 1959, deixando uma legião de fãs. O SporTV Repórter relembra os detalhes da curta e inesquecível história (assista ao vídeo).
- A saída do Renner representava não só uma perda, mas um vazio que começava a acontecer e que certamente nós todos deveríamos buscar outras formas psicológicas ou terapêuticas de preencher esse vácuo. Foi difícil. Certamente muito gaúcho marmanjão chorou copiosamente. O Renner é produto de um bairro fantástico, que era proletário e passou a ser industrializado, um bairro que conseguiu buscar imigrantes de países da Europa formado por 17 etnias. Nós todos éramos meninos enfeitiçados pelo Renner - relatou o dentista e torcedor Sérgio Bechelli.
Renner campeão gaúcho de 1954 (Foto: Reprodução/ SporTV)Renner vestiu a faixa de campeão gaúcho em 1954, superando a dupla Gre-Nal (Foto: Reprodução/ SporTV)
Na casa do arquiteto e ex-mascote do time, Luís Carlos Macchi, o barzinho criado para receber os amigos funciona também como memorial, o último reduto do Renner na capital gaúcha.
- Tu pode trocar de partido político, pode trocar de religião, mas de time de futebol, não troca. E com 11 anos (ver o time ser extinto) é como perder alguém da família - relembra, ao lado de boletins da fábrica que traziam sempre inúmeras referências ao time, além de livros, quadros, vídeos e fotos do Renner.
- É muita frustração. A gente imaginava que ele fosse crescer mais ainda, além daquilo que a gente tinha feito. Se encerrou de uma maneira brusca, isso nos atingiu na parte emocional - diz Aristheu Penalvo, ex-zagueiro do Renner e xerife do time de 1954, que tinha na armação o talentoso Ênio Andrade, que mais tarde viria a ser um dos mais vitoriosos técnicos do país. No gol estava Valdir Joaquim de Moraes, ídolo do Palmeiras e com passagem pela seleção brasileira, além de um pioneiro na preparação de goleiros no Brasil.
Valdir de Moares, ex-goleiro do Renner em 1954 (Foto: Reprodução/ SporTV)
Valdir de Moares começou a carreira de goleiro no
gaúcho Renner (Foto: Reprodução/ SporTV)
- Essa camisa foi defendida com muito carinho, muito amor e muita união. Foi o início da minha carreira, que felizmente foi vitoriosa - disse Valdir de Moraes, ao lado de um dos precursores da medicina esportiva no país, e que também tem participação importante na história do Renner. Arnaldo da Costa Filho, aos 90 anos, ainda guarda a “maleta mágica”, como cita o ex-goleiro, a mesma que operava “milagres”.
- Naquele tempo não podia haver substituição e era muito comum, num choque cabeça com cabeça, um ferimento. Então, eu pegava meu jogador e fazia a sutura no campo e, em 10 ou 15 minutos, ele voltava, enquanto o adversário era levado para o pronto-socorro e, até que ele voltasse, terminava o jogo - relembra Arnaldo Filho.
Os jogos do Renner eram disputados nas esquinas das Avenidas Farrapos e Sertório, no bairro de Navegantes, onde hoje só resta um pequeno campo ao lado de muitos prédios, que ocuparam o antigo estádio Tiradentes. O caldeirão ganhou o apelido de Waterloo, em referência à batalha perdida por Napoleão Bonaparte na Revolução Francesa.
Bar de torcedores do Renner (Foto: Reprodução/ SporTV)
Casa virou bar e último reduto dos torcedores do
Renner (Foto: Reprodução/ SporTV)
- Lá todos os grandes perdiam para o Renner - diz, com orgulho, Luís Carlos Macchi. Em 1954, o Renner quebrou uma série de 14 títulos consecutivos de Grêmio e Inter e foi campeão gaúcho invicto. Nascia assim o “Papão de 54”, expressão que virou até título de um documentário sobre o clube.
E para quem pensa que a história do Renner se resume ao futebol gaúcho, seus torcedores vão bem mais longe e relatam que o hoje presidente americano Barack Obama só existe por conta do clube. No Havaí para uma pós-graduação, a mãe de Obama, Stanley Ann Dunham, assistiu ao filme Orfeu Negro, produção brasileira ao lado de França e Itália, e estrelado por Breno Mello, um dos artilheiros do Renner. A mãe de Obama se apaixonou.
- Ela procura um namorado que fosse o mais parecido possível com Breno Mello - garante o ex-mascote Luís Carlos Macchi. Obama ganhou o mesmo nome do pai. Coincidentemente, o filme foi lançado em 1959, último ano de vida do Renner.

Fonte: http://sportv.globo.com/site/programas/sportv-reporter/noticia/2013/11/renner-o-papao-que-desbancou-dupla-gre-nal-em-54-deixa-saudade.html


Reprodução de Enio Seibert
CADA BOTÃO TEM VIDA PRÓPRIA‏

A  Liga Valenciana se consolida e cada equipe dispõe de um estádio, escudo, uniforme, hino próprio e concentração,  um mini-compartimento próprio para depósito de seu material.
A Associação Valenciana de Futebol de Botões resiste de forma romântica, alheia à modernidade dos vídeo-jogos e aos ídolos das multidões.  Vinte e cinco equipes com jogadores de todas as idades, mantém viva uma afeição que transporta  seus protagonistas ao território mágico da infância e adolescência.
São 22 horas de  quarta-feira.  O silêncio das ruas de El Cabanyal e dos terraços dos bares somente é interrompido com os ecos das partidas da Liga, repercutindo  nos terraços dos bares.  Enquanto  isso,  na mesma hora, em uma planta baixa da rua Escalante, resistem os últimos românticos desse jogo apaixonante.
Preferem ignorar o jogo quase robotizado de Cristiano Ronaldo, ou as estocadas de vértice de Leo Messi.  Também a perfeição  tecnológica das consoles.  Tudo com o intuito de não renunciar a uma paixão " que nos devolve à infância ", como é o futebol de botões.  Ali no número 173 da rua Escalante, na cidade  espanhola de Valência, tem sua sede a Associação  Valenciana de Futebol de Botões.
 Um jogo que seria dificilmente concebido sem a arte de Pepe Aygues.  Com seus 62 anos, já  conta mais de 45 anos dedicando-se à arte de fabricar botões de competição, de material  clássico ( acrílico e poliéster ).  Em uma sala da própria sede tem instalada sua oficina:  < Não há dois botões iguais, nem tampouco dois botões que tenham a mesma função >.
Assim, os botões passadores tem a borda mais arredondada, diferente dos arremessadores ou dos levantadores, mais afilado.  Os goleiros ( porteros, como denominam os espanhóis ) são os botões  maiores, com diâmetro com  5,5 cm de diâmetro por 1,5 cm de altura, enquanto que a dimensão dos jogadores de campo não excedem os 4,5 cm de  largura.
Com paciência de ourives, Aygues molda  por encomenda e ao gosto do cliente-consumidor, os botões  ( e a cor das camisetas ) da maioria das 25 equipes,  divididas entre 1a. e 2a. divisões, que  a cada sexta-feira competem em tensas partidas oficiais.   A sexta-feira é o dia para treinar, jogar partidas oficiais e encontros amistosos.
<As pessoas  de fora do meio botonístico acreditarão que estamos loucos > aponta Carlos  Espada, treinador da equipe Cultural Futebotonística de Benimaclet >, porém, muito diferente do  " jogo de chapas ou tampas ", cada  botão tem vida própria >.  < Não são simples botões.  Como no futebol dos gramados, há defensores rudes, jogadores técnicos ou atacantes que  jogam   muito bem de cabeça >, prossegue Carlos Espada.  A superfície de  campo de jogo dos oito estádios disponibilizados na sede varia, segundo a aspereza maior ou menor de cada  um.  < Há um  par de estádios em que não posso escalar  meus melhores  botões-jogadores, por que não deslisam com  suavidade.   É como se jogássemos em  " Las Gaunas " >.
 
Nesses casos, às vezes colocamos pó de talco sobre a  mesa para recuperar a velocidade.  é  como se agente desse uma molhada no gramado de um campo de futebol, ilustra Carlos Espada, que a cada  sexta-feira se  acorda às 5 horas da madrugada para atualizar os resultados na página da web da associação e que criou inclusive uma página especial em blog para seguir acompanhando a sua equipe no campeonato.
A afeição por este esporte resiste,  apesar de que já vivemos épocas melhores.  < Nos finais dos anos 50 e  princípios  de 60 o jogo estava no auge, sobretudo na nossa rua e no bairro.  Durante o ano de 1988  se reativou, novamente.  Agora resistimos com a minoria de sempre >, disse Aygues, com  expressão  de resignação.
Como assegura Miguel Galindo, um dos jogadores mais veteranos, trata-se do único jogo capaz de  reunir < ao avô, pai e neto, as três gerações distintas >.  De fato,  o aspecto de idade entre  os participantes da Liga é muito  variado e amplo, desde os  76 anos de Pepe Sancho, treinador do decano Liverpool, até os 13 anos de Pablo Haro, o mais jovem  da turma que comanda a equipe de Polvorilla.
As partidas reúnem toda a  pompa e boato possíveis, cada jogador dispõe de estádio local, escudos, concentração, depósito próprio para guarda de material  e até uniforme próprio personalizado.  Alguns tem até hino próprio.  Os botões de Hispania escutam  antes de cada  confronto, desde  um aparelho gravador, o hino espanhol, para motivar-se.  Os nomes das equipes são variáveis e  se destacam a quantidade de denominações com referências ao  Levante UD, como Agostinet F.C., o Atlético Granota  o 1909.  < Não são maioria, porém nós valencianos/valencianistas não temos necessidade de recordar  que o somos >, replica com  bom humor Carlos Espada.
As partidas duram 40 minutos, divididas  em  duas metades de tempo de 20 minutos, mais os acréscimos.  Há um árbitro, cartões, expulsões, polêmicas.  As partidas acontecem e são jogadas com uma jogada/toque para cada  técnico-jogador, ao contrário das regras que predominam na Catalúnia - Região de Barcelona, onde cada botonista dispõe de até 5 toques, para favorecer o espetáculo.  <  É o guardiolismo de Pepe Guardiola transferido para o jogo de botões >, ironiza Galindo.
O treinamento acaba na quarta-feira e todos aguardam outro idílico  regresso à juventude na próxima semana.


Carlos Espada em ação

MATÉRIA TRANSCRITA E TRADUZIDA DO BLOG/SITE DA ASSOCIAÇÃO  VALENCIANA DE FUTEBOL DE BOTÕES.
PUBLICAÇÃO DE CARLOS ESPADA, BOTONISTA E CRONISTA DE FUTBOL DE BOTONES DE VALÊNCIA - ESPANHA.

TRADUÇÃO DE ENIO SEIBERT  -  E-MAIL:  enioseibert@hotmail.com    PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - BRASIL.
FRASES MOTIVADORAS E MÁXIMAS FUTEBOTONÍSTICAS


1. NÃO É GRANDE  AQUELE QUE NUNCA FALHA, MAS SIM, QUEM NUNCA SE DÁ POR VENCIDO.
2. SE NÃO TE ESFORÇAR ATÉ O MÁXIMO, COMO SABERÁS  ONDE ESTÁ TEU LIMITE ?
3. É DURO FRACASSAR EM ALGO, PORÉM, É MUITO PIOR NÃO HAVER TENTADO.
4. QUANDO TUAS PERNAS E TUA CABEÇA NÃO PODEM MAIS, TEU CORAÇÃO FARÁ O RESTO.
5. QUANDO DEIXAS DE LUTAR, COMEÇAS A MORRER. AS DIFICULDADES NÃO EXISTEM PARA FAZER-TE RENUNCIAR, MAS PARA FAZER-TE MAIS FORTE.
6. NOSSA GLÓRIA MAIOR NÃO CONSISTE EM NÃO HAVER CAÍDO NUNCA, MAS EM HAVER LEVANTADO SEMPRE DEPOIS DE CADA QUEDA.
7. A FELICIDADE SE ENCONTRA AO LONGO DO CAMINHO, NÃO AO FINAL.
8. A MELHOR MANEIRA DE MELHORAR TUA EQUIPE É MELHORAR A TI MESMO.
9. O MEDO ESTÁ SOMENTE NA MENTE.  QUEM TEME PERDER... JÁ ESTÁ VENCIDO !
10. OS CAMPEÕES CREEM EM SI MESMOS ATÉ QUANDO NADA  MAIS RESTA A FAZER.
11.PODE SER UM HERÓI O MESMO QUE TRIUNFA E O QUE SUCUMBE; PORÉM, JAMAIS SERÁ HERÓI O QUE ABANDONA O COMBATE.
12.A ÚNICA MANEIRA DE ALCANÇAR O IMPOSSÍVEL É ACREDITAR QUE É POSSÍVEL.
13. CHORA NO TREINAMENTO;  RIRÁS NO PÓDIO.
14. NUNCA DESISTAS DE UM SONHO.  QUEM DEIXA DE LUTAR POR SEU SONHO ABANDONA PARTE DE SEU FUTURO.
15. NÃO TENTES SER MELHOR DO QUE OS DEMAIS, TENTA SER MELHOR  QUE TU MESMO.
16. ALGUNS PENSAM QUE O TALENTO É QUESTÃO DE SORTE, OUTROS PENSAM  QUE A SORTE É QUESTÃO DE TREINAMENTO.
17. NO SOFRIMENTO E CANSAÇO DO TREINAMENTO ESTÁ  A MELHORA NO JOGO.
18. NÃO HÁ DISTÂNCIA QUE NÃO SE POSSA PERCORRER  NEM META QUE NÃO SE POSSA ALCANÇAR.
19. SE  CAIRES, TE LEVANTAS.  E  SE NÃO QUERES LEVANTAR-TE, AO MENOS, FAZ UMAS FLEXÕES.
20. SONHE O QUE QUEIRAS SONHAR.  VÁS AONDE QUEIRAS IR.  SEJAS O QUE QUEIRAS SER !
21. NÃO CORTES AS ASAS DE TEUS SONHOS PORQUE ELAS SÃO O QUE DÃO LIBERDADE A TUA ALMA. SE NÃO SONHAS, NUNCA ENCONTRARÁS O QUE HÁ MAIS ALÉM DE TEUS SONHOS.
22. A MAIOR SATISFAÇÃO NA VIDA É FAZER AQUILO QUE AS PESSOAS TE DIZEM QUE NÃO ÉS CAPAZ DE FAZER !

FRASES MOTIVADORAS, MENSAGENS FILOSÓFICAS E MÁXIMAS FUTEBOTONÍSTICAS APLICÁVEIS AO BOTONISMO, POSTADAS PELO CRONISTA, POETA, ESCRITOR E BOTONISTA MARCELO SUÁREZ GARCIA NO BLOG FUTBOL CON BOTONES Y REBOTE A BANDA, LA MARTINICA, LUARCA, ASTÚRIAS, ESPANHA.

TRADUÇÃO AUTORIZADA DE ENIO SEIBERT.  E-MAIL: enioseibert@hotmail.com    PORTO ALEGRE-RIO GRANDE DO SUL.
A opinião do Bávaro Cavador Ricardo Gothe 


 Quando perguntamos para a maioria dos botonistas qual o Troféu mais importante que já ganharam, invariavelmente a reposta é a mesma: “As amizades que conquistei no Futebol de Mesa”. É mais ou menos o lance aquele de miss em concurso com o Pequeno Príncipe, quando a pergunta se refere ao primeiro livro, livro que mais gostou ou de cabeceira.

O GOTHE CROMO GOL (Série que publicamos com muito sucesso contando a história de vários jogadores), e as entrevistas do STUDIO DE VERÃO, Conversa de STUDIO e hat-trick, não nos deixam mentir.

Será verdade ou é o conhecido politicamente correto (tão em moda por aí), fazendo suas vítimas também no nosso esporte ?

Claro que todos nós conquistamos um bom número de amizades jogando botão, até este Editor opinando há 10 anos sem rodeios no Gothe Gol e que não chega a ser tão amado assim, conquistou algumas boas amizades nos tablados.

Mas quem conhece o meio sabe que as rivalidades estão aí sempre latentes e que mesmo com uma boa dose de respeito, nos bastidores nada é completamente ameno como parece.

Os comentários sobre este ou aquele técnico nos “corredores” variam da admiração ao seu talento à crítica sobre sua conhecida soberba, do elogio à sua postura e honestidade a crítica sobre o seu jogo tecnicamente pobre, retranqueiro e de muita sorte, etc.

Quem não desse a lenha no cara que ganha tempo com o papel e o paninho passado na mesa a cada jogada ? Ou aquele que com a vantagem coloca a bola no fundo, atrás da linha defensiva do adversário ? Ou do outro que não chuta com o receio do rebote de goleiro voltar ao seu campo e por aí vai ?

Sempre que o ano vai chegando ao fim, nas redes sociais vão surgindo nas fotos as prateleiras repletas de troféus (até de vice) de incontáveis jogadores. Uma rápida passagem pelos mais diversos perfis e contabilizaremos mais imagens de “craques” segurando troféus do que abraçados aos amigos, “seus maiores prêmios”, ou até imagens suas nas mesas jogando.

Entra campeonato e sai campeonato e nos encontros sobram sorrisos, abraços acalorados e os tradicionais, tapas nas costas, de extrema saudação ou saudade. Já na mesa vem um “golaço” bem gritado, mirando o adversário fraterno, isso quando o gol não termina em um peixinho ou outras pirotecnias da arte de afundar o oponente, mesmo que às vezes o jogo não termine tão bem assim.

Como não desconfiar de quem é amigo de todo mundo ? Isso é mais ou menos como não se ter de fato aqueles sólidos amigos (os chamados de verdade, que se contam nos dedos de uma única mão), ou pior, dar a nítida sensação de que não se possui opinião sobre coisa alguma só para se preservar no meio, o que é claro, soa bastante falso de qualquer modo.

Não é mais interessante dizermos a que viemos e que queremos ganhar e que ganhar é fundamental e importante, mas que assim mesmo é possível respeitar a todos, ter as amizades e até tomar juntos aquela cerveja gelada ?

Alguém já viajou 500 quilômetros para jogar uma competição, gastou com passagem ou combustível, inscrição, alimentação e hospedagem, justamente porque não intenciona ganhá-la, nem que seja num fio de esperança ?

O Futebol de Mesa não difere em nada de outros esportes e seus ambientes e em nada de outros espaços e atividades que “contenham” seres humanos. Há lá intensas disputas e rivalidades, secação pura, invejas, amizades, euforia, orgulho, soberba, fidalguia, solidariedade, tudo de bom e de ruim que conhecemos em qualquer relação social.

Ok, por um longo tempo em alguns lugares tentaram vender que o Futmesa é composto de gente perfeita, com um paraíso de disputas “intactas” e churrascos “confraternizantes”. É verdade, tem isso também e que bom que tenha.

A compreensão disso não impede que se possa olhar com muita graça quando o pessoal se encontra para torneios e competições e trocam “mimos” de todo tipo, amores que após também surgem nas páginas de sites, blogs e das redes sociais, paixões pelo espírito desportivo, públicas.

Alguém já reparou nas redes sociais como a vida é perfeita ?

Lá estão todos defendendo aquilo que o senso comum chama de correto em todos os campos, ou pelo menos a tendência da vez.

Na verdade, vamos combinar, quase sempre é difícil ver alguém sorridente numa foto do quarteto premiado que não seja o Campeão, ou aquele 4º colocado que nem imaginava passar da primeira fase.

Por isso gostei muito do que expressa a foto do quarteto premiado numa das últimas competições dos cavados disputada no interior do Rio Grande do Sul em 2013 e que publicamos num BREAKFAST, quando postamos um SCOUT daquela temporada. Nela há um técnico sincero (dele se “ouve” o silêncio), visivelmente chateado por não ter sido o principal vencedor, um técnico que poucas horas depois se desculpou pelo resultado no Facebook, e que mesmo acostumado a ter muitas e sinceras relações no Futmesa, não sairia de forma alguma sorrindo daquele torneio da maneira como o torneio terminou, mesmo que embaixo do braço levasse para a sua prateleira o “principal prêmio”, mais uma meia dúzia de novas amizades.