JOGO DE BOTÃO

JOGO DE BOTÃO
JOGO DE BOTÃO

domingo, 21 de abril de 2013

O ESPETACULAR FUTEBOL DE MESA
....01/02/2011

Praticar algum tipo de esporte é fundamental para a saúde do corpo humano e da mente.
Ignorar essa tônica da vida é diminuir o tempo da própria existência.
A ciência tratou de atestar que o corpo humano é composto por 70% de água.
E o que acontece com a água parada? Ela simplesmente se estraga.
Qualquer um que praticar algum tipo de esporte receberá como retorno, saúde física, mental,
 e também a emocional.
O antigo futebol de botão como era chamado, agora classificado como futebol de mesa,
 e que se tornou esporte reconhecido pelo antigo CND em 1988 (Conselho Nacional de Desporto),
 não é diferente quanto aos benefícios para a saúde como esporte. Portanto, quem pratica futebol
 de mesa é um legítimo atleta, e atleta precisa de muito preparo se quiser ser um grande campeão.
Talvez antes de vencer alguns adversários de goleada na regra que você mais se adapta, seja
necessário primeiro, vencer a si mesmo em alguns aspectos. Vencer os próprios medos,
por exemplo, já que o futebol de mesa, apesar das equipes e dos clubes, na hora do jogo é atleta
contra atleta. Ali, envolta do “gramado” rígido pontilhado por botões multicoloridos, as habilidades
 se enfrentam, e as capacidades pessoais são testadas ao máximo.
No futebol de mesa o cérebro é constantemente acionado na elaboração de jogadas e nas projeções
 dos contra-ataques. Um pequeno descuido, e o adversário poderá chegar na cara do gol e balançar
as redes. Além disso, o tempo precisa estar sendo monitorado com a própria mente durante
 uma partida, já que em competições oficiais os atletas são privados de acompanhar o tempo
 das partidas através dos cronômetros.
Bem, se por um lado o cérebro é exercitado e bastante exigido, por outro lado o futebol de mesa
 proporciona uma higiene mental que lhe é peculiar, já que durante uma partida oficial, ou,
por pura diversão, não é possível pensar em outra coisa.
Eu diria que pescar é muito bom, mas jogar futebol de mesa é simplesmente delicioso, e não
 tem o inconveniente dos pernilongos e nem das mãos cheirando a peixe. Mas fique tranqüilo,
pois também gosto de pescar de vez em quando.
Um bom chute a gol não pode ser concluído com êxito sem as seguintes exigências: capricho,
 atenção, concentração, visão, e claro, um espírito vitorioso que é indispensável para qualquer
 atleta. Acreditar sempre que a cada chute a gol a bola repousará suavemente dentro do gol,
levando o praticante a uma explosão de satisfação. Alias quanto custaria esta sensação?
Durante uma partida de futebol de mesa quem joga sabe: é preciso ter equilíbrio nas emoções.
Elas serão confrontadas em várias oportunidades durante um campeonato ou mesmo durante
uma simples partida. Mesmo porque, ninguém fica satisfeito com as derrotas, apesar de
aprendermos com elas.
Esse equilíbrio se aplica em pelo menos dois momentos: 1 – Quando se está ganhando uma
 partida com boa margem de vantagem e tiver que continuar concentrado sem menosprezar
o adversário. 2 – Quando se está perdendo a partida, o tempo correndo, sendo necessário
arrancar lá do fundo da alma, a dose certa de determinação para buscar o empate, e quem
 sabe, virar o placar no último lance.
Faz parte do nosso esporte perder de goleada, às vezes. Mas quantos estão preparados para isto?
A tendência é desanimar e perder o interesse pela partida. No entanto, atletas honrados e que
realmente jogam com paixão nunca desistem. E se este princípio pode ser aplicado ao futebol
de mesa, por que não ser assim também no dia a dia da vida de cada botonista?
           Para nós botonistas, existem pelo menos dois tipos de adversários que precisam ser vencidos.
            Um deles estará sempre sobre as mesas das competições do outro lado do campo.
E a vitória terá um sabor todo especial, quando ela for construída com lances de pura
genialidade. E outros adversários não menos importantes, que estão lá fora na selva
da vida, tentando desestabilizar-nos como pessoas, e procurando ferir aqueles a
quem mais amamos. Refiro-me aos infortúnios da vida. Ali também precisamos ser
 campeões dando o nosso melhor. Quando as coisas apertarem, será preciso ter a garra
de um botonista campeão para virar o jogo da vida.
Outro benefício importante do futebol de mesa para a saúde está na quantidade de
  voltas que um atleta (técnico) dá entorno da mesa durante uma partida. Alguém aí
já contabilizou quantos passos são dados durante um jogo? Mas não é somente isto!
Um técnico precisa se abaixar várias vezes para pegar a bolinha durante uma partida,
e também durante os treinos. Isto sem contar as inúmeras jogadas cujo atleta precisa
se esticar todo sobre o tablado verde para concluir uma jogada difícil.
São muitos os abdominais discretos que um botonista é forçado a fazer durante
 o jogo. Dezenas de alongamentos sem perceber. São os contorcionistas do futebol
de mesa sendo exigidos ao máximo e contribuindo para o espetáculo ser ainda melhor.
O futebol de mesa além de delicioso como disse, quando praticado com alegria promove
 a amizade; o companheirismo; o espírito de equipe; e a honra de poder representar
 um clube. Neste quesito agrega-se ainda, o apoio que cada atleta deve dar para seus
companheiros de escuderia.
Limpar bem os botões e lustrá-los nos lembra da limpeza e lisura que precisamos
 ter quanto ao caráter. Que os nossos botões estejam tão limpos quanto nosso
comportamento, dentro e fora de jogo.
Pratique futebol de mesa. Quer seja como atleta profissional ou simplesmente
para se divertir, será sempre muito gratificante.
Para finalizar essa matéria, quero lembrar-lhes que aqueles que amam jogar futebol
 de mesa, estão mantendo viva, quem sabe, aquela que foi a melhor de todas as fases da vida.
Até a próxima e façam bons jogos.
Ricardo C. Meni
 
 
Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com



O GOL INCRÍVEL FEITO PELO CALEGARI

Essa é mais uma das histórias acontecidas em um campeonato realizado na AABB, em Caxias do Sul. Em 21 de agosto de 1968, durante a realização de uma rodada pelo campeonato interno da AABB, o Calegari deveria jogar contra o Sylvio Puccinelli e com o Rubens Constantino Schumacher.
Jogo contra o Calegari era sempre encardido, pois o nosso colega era simplesmente inimaginável. Fazia coisas que ninguém conseguia realizar, mesmo se tentasse várias vezes. Conseguia errar a bolinha a poucos centímetros do botão, como também conseguia realizar um chute com um zagueiro atravessando o campo e marcar um golaço.
Mas, esse gol não foi de zagueiro.
Calegari, o grande gremista de sempre.

O Calegari estava levando um sufoco de seu adversário e o jogo estava empatado. A iminência de perder a partida se acentuava a cada nova jogada. Foi então que aconteceu a célebre jogada“inesquecível”. A bolinha para em cima da linha de fundo de campo. Paradinha, sem chance de construir uma jogada, pois o seu botão mais próximo estava na linha lateral do campo, a uns quinze centímetros da linha de fundo. Botonista algum pensaria em chutar ao gol uma bola daquelas. Em seu pensamento, Calegari deve ter arquitetado o seguinte: Peço ao gol e chuto para fora. Com isso recoloco a minha defesa que estava desarrumada... É o que vou fazer!
Dito e feito: Comandou com autoridade: - Prepare que eu vou chutar ao gol!
Seu adversário veio para a direção do botão que seria o chutador, olhou para o gol e colocou o goleiro em paralelo à linha de gol. Assim, se por ventura a bolinha fosse até a área pequena, não se chocaria com o goleiro e daria chance de um lateral.
Avisou que estava pronto. Os demais que estavam assistindo à partida ficaram postados, admirando a proeza imaginada pelo Calegari. Todo mundo em silêncio.
Calegari coloca a palheta em cima do botão, com o detalhe que ele jogava com uma mão somente. Olha para a bolinha, fecha um olho e pressiona com força, soltando o botão feito um bólido em direção ao disquinho imóvel na linha de fundo.
Foi então que aconteceu o inacreditável.
O botão número 7 (Tarcisio) trisca o disquinho (bolinha) de uma forma impressionante. O disquinho levanta e realiza uma trajetória encurvada, rolando em direção ao gol. Mas tudo isso de uma forma quase quadro a quadro, vagarosamente. A bolinha levanta e parte em direção à área grande adversária, entra na metade da área pequena, passa ao lado do goleiro e cai mansamente logo após a linha de gol. Ninguém queria acreditar no que estava vendo. Calegari havia conseguido marcar um gol impossível num jogo em que seu adversário se portava melhor. Foi uma festa, pois o Caligula, como era carinhosamente apelidado pelo Vicente Sacco Netto, foi pequeno para os abraços e comemorações. Não é necessário dizer que o jogo terminou 1 x 0 para o nosso herói.
Depois do jogo ele ficou tentando por mais de duas horas repetir o feito, mas nem de longe chegou perto do magistral chute. São coisas que só acontecem no futebol de mesa e para o Sérgio Calegari.
Tentei desenhar a jogada e espero que possam, através do esboço, sentir a grande dificuldade que esse gol atingiu. Em todo o meu tempo de futebol de mesa não consegui ver outra proeza semelhante a essa. Bons tempos.
 
Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com

Futebol de botão tenta sobreviver à "era do videogame" e teme ficar sem nova geração

Bruno Freitas
Em São Paulo


Existe um grupo de fãs de futebol que gerem sua própria entidade, confeccionam tabelas de campeonato como bem entendem e viabilizam contratações de jogadores impensáveis no mundo real. Composto de bolinhas de feltro, jogadores em fórmula de círculo e goleiros retangulares, o jogo de botão que abrigou sonhos malucos de tantos meninos nos estrelões da vida agora luta para sobreviver na desleal batalha contra o detalhista universo dos videogames, na esperança que uma nova geração de adeptos não deixe o esporte acabar.

Popular brincadeira de garotos brasileiros até a explosão dos jogos eletrônicos, o futebol de botão hoje sobrevive através da paixão de adeptos saudosistas, boa parte deles ligada a clubes grandes. Em geral, trata-se de uma turma acima da casa dos trinta (ou quarenta), que luta para transmitir o vício das palhetas para seus filhos, geralmente já seduzidos pela quase perfeição das partidas de videogame, que têm nos ídolos dos campos poderosos divulgadores espontâneos.

"A garotada realmente não está interessada. É uma ameaça ao esporte. Em dez ou 15 anos não sei se o futebol de mesa ainda vai existir", diz Daniel Stankevicius, jogador da equipe de futebol de mesa do Corinthians (ou "botonista", como são conhecidos os atletas da modalidade). A reportagem do UOL Esporte visita uma noite de treinamento da equipe corintiana no Parque São Jorge, em uma sala especialmente adaptada para a prática, com piso emborrachado para eventuais quedas de peças e climatização através de ar condicionado. Um dos atletas no local é Nilton Lombardi, que prepara uma de suas equipes com um produto lustra móveis, com a finalidade de fazer seus jogadores deslizarem adequadamente. O integrante da categoria máster (acima de 42 anos) conta que conseguiu a façanha de fazer o filho Yuan se interessar pela modalidade.
Estamos numa onda de volta de algumas coisas do passado, como o vinil, aquelas geladeiras mais antigas. Quem sabe não aconteça o mesmo com o futebol de mesa
Tadeu Sanchis, jogador do Corinthians, quinto lugar no 1º Mundial da modalidade, disputado na Hungria
"Ele tem 16 anos, é o quarto do ranking paulista sub-20. Eu sou o 24º da minha categoria. Antes eu deixava ele ganhar às vezes, mas hoje já sou 'pato' dele", celebra Nilton, com orgulho do feito de recrutar um jovem para a missão de levar adiante o futebol de mesa.
Renan Roberto é outro integrante da equipe do Corinthians, praticante que tem como hobby decorar seus próprios times. Em um deles, no azul claro do Manchester City, colocou o rosto de seu filho de oito anos em um dos jogadores. Mesmo assim, afirma reconhecer que dificilmente o garoto deixará o videogame em segundo plano para abraçar o esporte da bola de feltro.
À frente da Federação Paulista de futebol de mesa, Jorge Farah é um dos grandes entusiastas nacionais do esporte. Ele dirige a entidade com cerca de 2,3 mil filiados (mas apenas uns 350 ativos) e mantém um blog onde apresenta sua coleção de raridades de times antigos. No debate sobre a sobrevivência do botão como modalidade e brincadeira lúdica, o dirigente de 53 anos diz que é um erro encarar o videogame como um inimigo.
"Há um equivoco que se cometeu anos atrás por quem joga o futebol de mesa. O videogame não é nosso concorrente. O jogo eletrônico e o botão são coisas muito distintas", afirma o dirigente, que ressalta a vantagem de sua modalidade como ferramenta de fantasia.

O CULTO AO MODELO "BRIANEZI"

Conhecido modelo de quem jogava futebol de mesa nos anos 70 e 80, o 'Brianezi' é cultuado até hoje por fãs da modalidade. A loja da família que batizou seus botões com o sobrenome ficava no bairro paulistano do Belém e, no auge de produção, contava com um catálogo de 245 times.

Criador da marca, Paulo Brianezi começou a confeccionar as equipes no fundo da loja de que era dono e oficializou o negócio em 1973. O proprietário morreu no fim dos anos 70 e deixou a fábrica em São Paulo para o filho Lúcio.

Mais adiante, no início dos anos 90, o empreendimento sofreu com a obrigatoriedade do pagamento de royalties e parou de funcionar em 2001. Mesmo assim, segue na memória dos fãs. "Aqueles times da Brianezi, com as duas faixinhas laterais, são muito adorados", diz Jorge Farah, presidente da Federação Paulista.

 

"O pessoal do videogame fica tão fixado na TV, que não tem tempo de pensar. Não pode criar nada, as jogadas já estão lá todas programadas", conclui Farah.

FABRICANTES FALAM EM TEMPOS DIFÍCEIS PARA O MERCADO
A realidade de interesse em queda pelo esporte de mesa também chegou naturalmente aos fabricantes de times de botões. Eduardo Toscano é uma referência na produção de modelos do esporte desde 1991 e admite a dificuldade atual do mercado.
"A gente conversa com outros fabricantes, alguns fornecedores, e dá para perceber que de um ano e meio para cá a coisa está bem difícil. Não sei dizer se é exatamente em razão dos jogos eletrônicos, mas o mercado está complicado", afirma o proprietário da "Edú Botões", oficina no bairro do Butantã, que já contou com sete funcionários e hoje opera com o dono e seu pai.
"O pai chega aqui para comprar e fala: 'Quero mostrar o futebol de botão para o meu filho, jogar com ele. Porque quando chego em casa, ele está lá com o joystick na mão, mal olha para minha cara'", relata Toscano, que diz lucrar mais hoje em dia com trabalhos especiais para empresas como Rede Globo e agências de publicidade.
Em outro ponto da cidade, na Mooca, Lennon Biscasse gerencia a fábrica "Futmesagol", com mais de 40 anos no ramo. O fabricante também admite a fase de dificuldades, mas, além dos videogames, aponta para a questão de royalties dos famosos clubes brasileiros como elemento complicador do mercado.
A empresa de brinquedos Gulliver detém um antigo contrato de licenciamento e é atualmente quem abastece a demanda existente das lojas, de esporte ou para crianças, com modelos de botão mais simples.
Além de algumas estantes menos nobres das lojas, o futebol de mesa sobrevive na paixão de seus adeptos, que vão buscar novos times onde eles estiverem. Em uma cena que ilustra a esperança de vida da modalidade, a reportagem do UOL Esporte encontra na oficina de Eduardo Toscano seis novas mesas de jogo encostas, à espera de seus compradores, em campos conhecidos no passado como estrelão. Um dos consumidores ajeita a miniatura de estádio acima do carro e parte, prometendo incentivar o filho a fazer gols usando palhetas, e não somente com joysticks.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/12/19/futebol-de-botao-tenta-sobreviver-a-era-do-videogame-e-teme-ficar-sem-nova-geracao.htm

Postado por Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com

Pedaços de Acrílico, por Mateus Pierobom
O Dia em que a Terra Parou.

Eram passados 24 dias do mês de março do corrente ano na acolhedora cidade de Caxias do Sul. Um jovem talentoso, sonhador, dedicado e ambicioso deixaria de ser "simplesmente" um botonista já consagrado e de 1º escalão para se tornar uma lenda, um mito, daqueles que somente se apresentam a cada 50 anos e que são lembrados por toda eternidade.

Foi vontade de Deus me dar o privilégio de tê-lo como um de meus melhores amigos, como irmão. No dia anterior (1a fase) daria a primeira demonstração de sua vitoriosa caminhada no torneio enfrentando sem vantagem de empate um excelente botonista da Bahia. Ao final do 1º tempo, aos 25 minutos cravados, faria um gol boníssimo, um tiro de média distância, com seu centro-campista ao lado direito, chute de corte, grau de dificuldade altíssimo, 30 pessoas ao redor da mesa, silêncio: O Cara vai chutar. Após habitual concentração sai em disparada o centro-campista, rumo ao improvável, para percorrer boa distância, acertar o corte e arremessar sobre o goleiro. Em questão de segundos a utopia se torna realidade, a bola entra com perfeição, como se tivesse traçado aquele caminho a vida toda, e de tanta naturalidade parecia fácil. Gol do Cara.

Após, viria a enfrentar um dos grandes nomes do Futmesa Gaúcho, botonísta em extrema ascendência nos últimos anos. Grande talento. Ao empatarem em jogo disputadíssimo sem gols, conseguira assegurar a "vitória" ganhando nas penalidades.

Tivera ainda pelo caminho em outro confronto com uma fera gaúcha, e que enfrentar uma grande barreira, o fato de seus atletas simplesmente não andarem e terem de serem todos substituídos antes do início do confronto. Mesmo com o time "reserva" conseguira passar de fase com boa vitória, agindo sempre com muita frieza e concentração.

Enfrentaria em fase já avançada excelente atleta sergipano, o qual acabou tendo a infelicidade de fazer um gol contra e teve de sucumbir à frieza e determinação de nosso guerreiro.

Em fase semifinal enfrentaria nada mais nada menos do que o atual campeão Brasileiro, um monstro de poderes sobrenaturais, joga como poucos. Atuando com maestria, nosso combatente foi ao limite da frieza e da categoria, conseguindo histórica vitória sobre um dos maiores nomes do nosso querido "esporte".

Estaria após o término da partida, mais uma vez (como já fizera em 2010) diante de um título inédito para os gaúchos, um título Brasileiro. Quis o destino que o adversário fosse um dos melhores botonistas da atualidade, um baiano de jogo limpo, vistoso e atraente. Logo nos primeiros minutos da primeira etapa, nosso combatente, junto com toda torcida do Rio Grande do Sul, já teve amostras da dificuldade que seria segurar o ímpeto de um baiano arretado, que jogando o fino da bola simplesmente a escondeu de nosso combatente. Como num ato de mágica, fez com que nosso guerreiro não enxergasse a bolinha branca, fazendo de um tiro de meta um chute à gol em apenas uma jogada.

Após 2 chutes à gol com o ponta esquerda, o baiano se prepara para o 3º chute, quando brilha a estrela de nossa Lenda. Eis que o goleiro defende, e mais, lança para o ataque, e mais, a bola bate no zagueiro e cai no meio da área adversária. E mais, senhores, o cara de quem estou falando chama-se Marcelo Vinhas, da Academia de Futebol de Mesa. Aquela bola, amigos, jamais deixaria de entrar. Com precisão cirúrgica adentra as redes adversárias e abre caminho para um 2x0 extraordinário na grande final.

Neste momento a terra parou, o vento parou e o sol esfriou. Por um instante o som deixou de existir. Sim, senhores, meu amigo, meu irmão Marcelo Vinhas sagrou-se campeão da Copa do Brasil, tornando-se a maior lenda gaúcha no esporte na modalidade liso. Mostrou a todos a camisa da sagrada Academia de Futebol de Mesa no topo, no ápice. Orgulhando não só uma entidade, mas uma nação de gaúchos apaixonados e delirantes pelo futebol de mesa. Nós da Academia de Futebol de Mesa temos o orgulho de ter entre nós um campeão do Brasil, em nossa sede, situada à rua Gal. Neto em Pelotas, onde desfila extrema categoria de fino jogador, uma relíquia, abençoada agora pelo Deus do Brasil.

Merecedor de tudo que já antes conquistara. Agora nós carregaremos no peito esta imensa estrela de um título Brasileiro, colocaremos nas mesas nossos times com ainda mais orgulho pelo seu feito inédito. Após a conquista, com um abraço apertado em nosso guerreiro, surge um instante de lágrimas de emoção, quando ouvi do campeão com voz tremula: "É nosso". Me veio à cabeça o "longíquo" início dos anos 90, quando ainda crianças e sem qualquer compromisso com a vida, nos reuníamos aos domingos para jogar botão, sonhando um dia poder disputar com os melhores. Conversávamos horas ao telefone definindo a tática do próximo jogo. Anos e anos de dedicação, de treinamentos que agora se tornaram realidade, se transformaram em um título que vem para coroar o grande trabalho feito per uma pessoa extremamente dedicada e merecedora e, também, feito pela Academia de Futebol de Mesa.

Obrigado Marcelo Vinhas. É Nosso!
 
 
Matéria reproduzida por Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com