JOGO DE BOTÃO

JOGO DE BOTÃO
JOGO DE BOTÃO

domingo, 22 de setembro de 2013


HINO A UMA PAIXÃO
 

NOBRE E MUITO LOUCA
NOBRE E MUITO SADIA
A PAIXÃO DE JOGAR A BOLA
DE JOGAR O FUTEBOTÃO
NÃO IMPORTA A IDADE
NÃO IMPORTA O MATERIAL
NÃO IMPORTA A COR
TODO BOTÃO É BOTÃO
E TODO BOTÃO É POSSIBILIDADE DE RIR,
DE CHORAR, DE DIZER , DE GRITAR:
G O L
OU DE SUSSURAR,
G O L .
E CHORAR, E RIR
NOBRE E MUITO SADIA
NOBRE E MUITO LOUCA PAIXÃO
A DE FUTEBOL COM BOTÃO.
NASCEMOS  COM TIRADOR, FICHA OU PALHETA
ENTRE INDICADOR E POLEGAR
NASCEMOS COM ESSA MANEIRA SINGULAR
DE MIRAR O OLHAR ÀS JAQUETAS
VENDO NELAS, VENDO NELAS
MUNDOS QUE OUTROS NÃO VEEM NEM VERÃO
E É REALIDADE QUE POR MUITAS QUE SEJAM AS ESTRELAS
SEMPRE HAVERÁ DE EXISTIR ENTRE ELAS UM LUGAR
UM LUGAR PARA NOSSOS SONHOS
E ESSE LUGAR SERÁ PARA JOGAR
JOGAR E JOGAR O FUTEBOL COM BOTÃO.


TEXTO DE MARCELO SUÁREZ GARCIA, CRONISTA E POETA ESPANHOL  DE FÚTBOL CON BOTONES.
TRADUÇÃO DE ENIO SEIBERT     E-mail: enioseibert@hotmail.com
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.
O melhor gol de todos os tempos no Futebol de mesa (pequeno distúrbio de força)

http://www.youtube.com/watch?v=U_m5PdDVzwM&feature=player_detailpage

Postado por Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com

Futebol de botão tem mercado tão competitivo quanto o de jogadores profissionais

Não há janelas de transferência nem multas rescisórias, o que facilita a ação e o assédio dos cartolas aos principais craques das equipes. Reforço recém-adquirido não precisa esperar o nome aparecer em boletins informativos diários da Confederação Brasileira de Futebol para atuar. Além dos possíveis lucros com marketing, o valor de mercado também é baseado no desempenho de cada “atleta” em “campo”. Ou, melhor, o desempenho de cada botão na mesa.
Futebol de mesa, ou futebol de botão, é um jogo que simula partidas de futebol. Cada competidor controla 10 botões e um goleiro. Geralmente é realizado em mesas de madeira que representam campos de futebol. O objetivo, independentemente das regras combinadas previamente entre os jogadores, é marcar mais gols do que o adversário.
O passatempo já foi muito comum entre crianças. Mas essas crianças cresceram. Algumas delas continuam praticando e até investindo no jogo. A brincadeira que pretendia imitar os movimentos dos futebolistas também se assemelha muito com a prática de cartolas e empresários do verdadeiro mundo da bola.
Sr. Domênico vende botões por até R$ 50 no Bazar Mimo. Foto Gerson Raugust
Sr. Domênico vende botões por até R$ 50 no Bazar Mimo.
No Bazar Mimo, loja especializada em futebol de mesa situada no centro de Porto Alegre, é possível adquirir um time completo a partir de R$ 20. Mas o custo de um único botão pode chegar aos R$ 50. O dono do local, Domênico Bernardino Romano, 64 anos, mais conhecido como “Seu Mimo”, afirma que o principal fator para tal discrepância de preços está no material da peça. De acordo com Mimo, o botão de acrílico é mais comum e, portanto, mais barato. Os mais caros são os de galalite, um tipo de material nobre importado da Europa.
Além da matéria prima, outros fatores influenciam nos valores dos botões. Há botões industrializados e artesanais. O botonista que optar pelo trabalho manual tem a oportunidade de personalizar seu time, tanto no que se refere ao visual das peças quanto às características de jogabilidade – quantidade de camadas, diâmetro, caimento das bordas.
— Na minha loja os preços são tabelados, mas a pessoa pode encomendar botões diferentes se quiser. Pode escolher outras cores, pode colocar o emblema dentro do botão, pode definir quais as medidas da peça. Vai do gosto do freguês, mas também vai encarecendo — explica o comerciante.

O mercado dos botões

Muitas são as competições ao longo do ano. Os torneios costumam se basear nas tabelas e nos times participantes de eventos reais do futebol profissional nacional e internacional. A Libertadores da América, por exemplo, segue sendo disputada semana a semana nas mesas do Bazar Mimo. São competições como essas que costumam aquecer o mercado dos botões.
Botonistas levam seus times para os confrontos em estojos de madeira personalizados. Dentro deles, repartimentos revestidos de veludo transformam o transporte confortável para os protagonistas dos embates. Esses estojos foram convenientemente apelidados de ônibus.
Como são permitidas substituições, um grupo qualificado é essencial, afinal nunca se sabe quando o reserva, aquele que entra no finalzinho do jogo, poderá se mostrar predestinado a mudar o resultado da partida.
O metalúrgico Alexandre Seixas dos Santos, 28 anos, está prestes a estrear no Campeonato Brasileiro da família dele. O futebol de mesa costuma reunir tios, irmãos e primos em volta da mesa nos finais de semana.
Santos está reforçando o grupo, mas não costuma investir muito nos seus times. Sua equipe principal, o Milan, vale cerca de R$ 450. Mas ele se orgulha de possuir um artilheiro altamente valorizado no mercado familiar. O botão foi comprado de um tio por R$ 60. Hoje, depois das boas atuações nas últimas temporadas, o passe do centroavante de acrílico valorizou muito. A última oferta ao goleador girava em torno de 15 botões mais certa quantia em dinheiro, mas foi recusada.
— Não vendo, esse aí eu não vendo — garante o botonista.
Os irmãos Leandro Majewski, 34 anos e Bruno Ribeiro, 26, jogam futebol de mesa desde criança, mas começaram a levar o hobby a sério mais recentemente. Seus times de acrílico foram adquiridos por um preço considerado baixo no mercado, entre R$ 10 e R$ 20. Aos poucos, os botões se valorizaram e hoje uma só peça chega a valer R$ 40.
— Quando um botão se destaca em algum campeonato, ele fica mais caro. Mas nem precisa ser uma competição mais séria. Às vezes numa “Copa Lasanha” ou “Taça Churrasco”, ou até mesmo em amistosos, tu já consegue valorizar teu time — conta Majewski.

Supervalorização das estrelas

O nome dele é Ricardo, mas prefere ser chamado de Chico. Aos 30 anos, e jogando desde 1996, disse já ter investido mais no jogo tempos atrás. Atualmente, seu grupo principal, com botões de galalite, não é considerado dos mais caros. “Hoje meu time não vale muito, acredito que não passa de R$ 2 mil”, diz.
Chico conhece muita gente que investe forte nesta brincadeira. Já viu quem desembolsasse mais de mil reais por um único botão. A beleza e a raridade das peças contribuem para a valorização no mercado tanto quanto os resultados obtidos em campo. Mas há outro fator que influencia muito para a realização de boas transações: o marketing.
— Uma estratégia dos caras para fazer o botão pegar preço é botar nome nele. Depois é só colocar para jogar e tentar chamar a atenção. Tem botoneiro que passa o jogo inteiro gritando o nome do botão, assim fica mais fácil de vender por um bom preço. – explica Chico.
Embora haja certa mística em torno de botões diferenciados, é consenso entre a maioria dos competidores que o que realmente faz diferença é a habilidade do botonista, a única peça realmente ativa nas equipes.

Algodão é matador

Certa feita, em uma das muitas tardes que passou ao pé de mesas de botão, Chico presenciou uma cena engraçada. Dois botonistas disputavam uma partida. Volta e meia, entre um pedido de “a gol” e outro, um deles gritava: “Algodão!”.
Algodão era o atacante goleador do time. Suas proezas seguiam sendo divulgadas em alto e bom som. “Algodão! Gol do Algodão!”
Embora fortemente exaltadas, todos pareciam alheios às façanhas de Algodão. Todos, menos um garoto que acompanhava o jogo de perto.
Dali a pouco, outro gol e mais um grito: “Al-go-dão!”, com forte ênfase no “ão”.
— Ei, este dái não é o Algodão. — disse o garoto, que apontava o indicador em direção ao verdadeiro Algodão, que sequer participara da jogada.
Vendo sua estratégia de marketing ameaçada, o competidor olhou feio para o menino e, resmungando em tom de desaprovação, ordenou: “Fica quieto, guri! Fica quieto!”
Texto: Diogo Puhl (7° semestre)
Fotos: Gerson Raugust (7° semestre)

Fonte: http://www.eusoufamecos.net/editorialj/futebol-de-botao-tem-mercado-tao-competitivo-quanto-o-de-jogadores-profissionais/

Postado por Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com
DEVERES DE UM BOTONISTA‏
 
 
Chama-se " Botonista " todo praticante do Futebol de Mesa.
Para participação em jogos/campeonatos oficiais das federações, o botonista  só terá condições de jogo se filiado e com a anuidade e registros administrativos devidamente em ordem.
Apresentar-se trajado com decência, com as mãos e braços limpos, e em jogos oficiais, portando a camisa do Clube que defende e ao qual está filiado.
Manter-se e apresentar-se nos locais de jogos com toda ética e educação que a classe requer, evitando discussões, comentários sobre Clubes e outros botonistas.
Acatar sem nenhuma reclamação ou  gesto as determinações do árbitro do jogo em que participar.  Tratando-se de  erro de direito do árbitro, polidamente o botonista poderá pedir e relatar ao  árbitro a situação.
Em nenhuma hipótese ou circunstância qualquer botonista poderá manter discussão acirrada com outro botonista ou outra pessoa no local dos jogos.
É considerada falta gravíssima qualquer  botonista se envolver em briga com outro botonista no local dos jogos:  entende-se por local dos jogos não só  o recinto onde os mesmos são realizados, como também todas as demais dependências do Clube e imediações.
Também é falta grave o botonista se envolver em briga com outro, com outros ou mesmo com estranhos, vestindo a camisa do Clube que defende ou a da própria Federação de Futebol de Mesa.
É dever de todo botonista atuar na prática com ética, elegância e honestidade, evitando irritar o adversário com gestos, palavras, cera caracterizada ou disfarçada, ou artimanhas próprias  dos maus esportistas.
É terminantemente proibido a qualquer botonista fazer comemorações exteriorizadas com palavras ou gestos antiesportivos de seus gols ou de suas  boas jogadas, bem como dos erros de  seus adversários.

TRANSCRIÇÃO  DA REVISTA FUTEBOL DE BOTÃO No. 4 - SEÇÃO " PAPINHO " - EDITORA MARCO AURÉLIO, DE SÃO PAULO-SP.
POSTAGEM DE ENIO SEIBERT - enioseibert@hotmail.com - PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - BRASIL.
AS LESÕES, ESSE DESENLACE FATAL‏


É pouco frequente que um botão futebolista se lesione.  Em contrapartida, quando chegam a lesionar-se, os danos que sofrem os botões futebolistas são quase sempre irreversíveis.

Vemos os super craques de futebol humano, como se recuperam das fraturas e lesões mais graves, rapidamente, acelerando inclusive os prazos de restabelecimento graças a revolucionários tratamentos de medicina esportiva, assim como também ao próprio empenho que de sua parte colocam - inexplicavelmente, em minha opinião,  visto que podem passar estes períodos de recuperação  em praias paradisíacas, cercados de gente bonita, recifes de coral e coqueiros -, em regressar o quanto antes às mais prestigiadas competições.

Um botão fraturado, pelo contrário, por bom jogador que tenha sido outrora, por vontade e esforço que ponha em recuperar-se, e por colossal que seja a colagem  que empregue-se em repara-lo, jamais, depois de haver sofrido uma lesão grave, voltará a ser o mesmo.

A catástrofe da quebra de um craque botão principalmente, se ocorrer um rompimento  em dois pedaços, pressupõe,- poderia dizer-se assim, em conclusão de crua realidade-, o ponto final, o desenlace fatal de sua arte nos estádios de futebol de botão de mesa.

Texto do colunista espanhol Marcelo Suárez Garcia, cronista do blog Futbol com botones y rebote a banda.
Tradução autorizada de Enio Seibert - enioseibert@hotmail.com
 

domingo, 8 de setembro de 2013

RELATO DE UN BOTONERO
 
Anoche me estaba acordando de cuando tenía unos 13 años y jugábamos al campeonato de botones, deporte por antonomasia y origen de los más grandes desafíos que ha dado el ser humano.
Mi amigo Santi nos enseñó a jugar a los botones. Se jugaba en un campo de subbuteo clavado en una madera. El recinto ideal era una azotea o un patio, marco incomparable. Un botón de camisa servía como balón, mientras que los jugadores eran botones mucho más grandes, de estos de abrigos antiguos de señora, que se podían comprar en lugares tan sórdidos como quincallas de la calle feria o en el mercadillo del Alameda. Las porterías estaban formadas por tres cintas de cassette, que marcaban perfectamente tanto altura como profundidad. El portero era un bote pequeño de mayonesa o mermelada.
Las partidas duraban dos tiempos de cinco minutos. Cada jugador, por turnos, tenía derecho a dar un toque (excepto en el saque inicial, que podías dar dos) y desplazar a su jugador, golpeando o no la pelota. Muchas veces los jugadores usaban sus turnos sólo para colocar o para obstaculizar al otro. Si tocabas a otro jugador se señalaba falta, y sólo se permitía un jugador rival como barrera. Si un jugador accidentalmente se montaba sobre la pelota se señalaba “mano”. Un árbitro vigilaba todo esto, así como decidía si la falta era meritoria de expulsión o de tarjeta amarilla. Cada vez que considerabas que tenías buena posición de tiro tenías que pedir puerta en voz alta. En ese momento el rival colocaba a su portero, y hasta que no da su beneplácito el atacante no puede tirar. Una última regla: cuando el tiempo se acababa el árbitro anunciaba que esa era la última jugada. Desde ese momento, si la pelota se iba fuera, había gol o una falta, es decir, si se paraba el juego, el partido terminaba. Si la pelota estaba en juego se seguía jugando. Como guinda, para evitar “faltas a posta” en esa última jugada, el receptor de la falta tenía derecho a tirar una última vez a puerta en ese libre directo.
Santi nos hablaba de jugadores veteranos, de más de cincuenta años, maestros en lo suyo, que le habían enseñado todo lo que sabe. El era el heredero. Jugábamos siempre pequeños torneos, triangulares o de cuatro, muchas veces simplemente él y yo. El siempre ganaba, era el más grande.
Un día de junio jugamos el torneo más grande jamás jugado, ocho personas, en la azotea de casa de Fernando. Había atmósfera de día festivo, comimos filetes con huevos fritos y patatas fritas y después de comer nos enfrentamos al supe torneo. Los jugadores eran los siguientes:
EL CAMPEON: “Seven“, el equipo de Santi. Había ganado el 95% por ciento de cualquier torneo que hubiésemos jugado. Era nuestro Induráin, el enemigo a batir, el ganador sobre el papel.
EL ASPIRANTE: “Oroco“, el equipo de Antonio “Toro”, un jugador agresivo y potente, el único capaz de ganar en torneo oficial al todopoderoso “Seven
LOS GUERRILLEROS:
- “Orión“. Era mi equipo, capaz de lo mejor y de lo peor, con jugadores imprevisibles como Salinas, un pequeño botón negro que hacía goles extrañísimos por su manera rara e indefendible de golpear la pelota… pero también hacía mano con demasiada frecuencia. Peleón pero también proclive a deprimirse si recibía un gol demasiado pronto.
- “Tabo FC“, el equipo de José Blas. Marrullero, chabacano, era como tener al Atlético de Madrid entrenado a la vez por Mourinho y Bilardo. Capaz de sacar petróleo de cualquier situación de Caos. Sus duelos con el “Orión” se saldaban siempre con varios expulsados y algunos días de no hablarme con él.
- “Villa FC“, el equipo de Salva, enamorado del juego creativo y preciosista, cambiaba un gol por cualquier jugada bonita. Eso, muchas veces, fue su ruina.
- “Angelote“, el equipo de Costilla, un jugador de la nueva hornada todavía en proceso de crecimiento pero que había demostrado ya maneras.
LOS NOVATOS:
- “Chiquetito“, el equipo de nuestro anfitrión, Fernando, era la primera vez que jugaba pero ya venía curtido de sus partidas de Subbuteo clásico. Imprevisible.
- “Salesianos FC“, el equipo de Luis, hermano pequeño de Fernando… que fue obligado por su madre a dejarle jugar. La perita en dulce.
Durante la fase de clasificación se crearon dos grupos, se clasificaban los dos primeros que jugaban las semifinales. En el grupo A el “Seven“, como era esperable, arrasó en sus tres partidos, incluido un 6-0 a “Angelote“. La sorpresa la dio “Chiquetito“, que en su debut logró colarse en el segundo puesto en semifinales, desbancando a un clásico como “Villa FC“, que dejó una imagen gris y un juego sin ideas.
En el otro grupo, que parecía más igualado, las cosas se clarificaron muy pronto, ya que “Oroco” y “Orión” jugaron entre ellos el tercer partido habiendo ganado los dos anteriores y, por lo tanto, clasificados ambos. Al final “Oroco” venció ese partido y quedó primero de grupo. “Salesianos“, como era de esperar, recibió tres goleadas y el partido que se presumía más “caliente”, el clásico “Orión - Tabo FC” fue un duelo de caballeros que se decantó muy pronto por el primero.
Las semifinales auguraban una final clásica y repetida, Oroco-Seven, pero la historia esta vez dio un giro inesperado. “Orión” ganó por segunda vez en un torneo a “Seven” por un contundente 3-0. El propio Santi reconoció cortésmente la derrota y dijo que era posiblemente el peor partido que había jugado jamás en un torneo. Pero el campanazo gordo lo dio el debutante “Chiquetito” al ganar por 1-0, gol de penalti, al otro grande, “Oroco“. La final del torneo más grande jamás jugado se la disputarían dos invitados con los que no se contaba: Chiquetito vs. Orión.
La final fue un gran acontecimiento. Santi incluso colocó una cámara de vídeo en un trípode para guardar el partido para la posteridad. Arbitraba Villa y los contendientes, amigos fuera del campo, se lanzaron a vivir los 10 minutos más importantes de su carrera deportiva. Todos los demás participantes fueron el público más numeroso jamás visto en una partida de Botones.
El partido fue tenso y sin demasiada calidad. Las defensas estuvieron seguras y las delanteras no encontraban hueco por donde hacer daño al rival. Después de diez minutos de duro combate cuerpo a cuerpo, Villa anunció “última jugada”. Fernando miró el campo. La pelota apenas atravesaba la divisoria y se encontraba en el campo del “Orión“. Un jugador suyo tenía un cierto ángulo para poder intentar un tiro difícil y lejano. Se colocó a ras de suelo para ver la perspectiva y preparó los dedos. Después de un par de minutos de tensión Fernando alzó la vista y dijo a Fanshawe: ¿ya? Fanshawe no había movido ni un milímetro a su portero, y quedaba un espacio grande en la portería. Sin mostrar ni la más mínima preocupación miró fijamente a su rival y le espetó: “tu verás”. Fernando se volvió a inclinar, curvó sus dedos y disparó. Fue un tiro preciso, con un ligero efecto de derecha a izquierda, potente, raso. Perfecto. La pelota entró por el palo derecho de la portería del “Orión“. En el último suspiro el debutante había marcado el gol de la victoria. Hubo gritos, algarabía, abrazos. Pero entonces una voz heló a todos.
“No ha pedido ‘puerta’” dijo pausadamente Fanshawe.
Las reglas eran claras. Si el jugador que tira no pide “puerta” en voz alta el tiro es inválido, ya que el portero rival debe dar su consentimiento, decir que está listo. Todos, Fernando incluido, caen en la cuenta de que Fanshawe no dijo nunca que estuviera listo. De hecho ni siquiera había movido a su portero. Se limitó a decir desafiante: “tu verás”. Fernando se quedó bloqueado, con la boca abierta, y musitó: “¡Sí que la he pedido!”. Pero su timbre de voz, el temblor que se sentía en sus palabras, hacían comprender que no estaba seguro. Tal vez había creído decirlo pero sólo lo había pensado. Tal vez… todos miraron a Salvador Villa, el árbitro, que no sabía qué hacer. Finalmente dijo en voz muy baja: “yo no lo he oído”.
Entonces fue cuando Santi, el gran campeón, el fundador de ese juego, el líder, cogió la cámara de vídeo y sentenció: “la verdad de todo está grabada aquí dentro”.
Fuimos como psicópatas a colocar la cinta en el vídeo de Fernando. Ambos temblábamos de la emoción, la tensión se cortaba con un cuchillo. Santi pasó el vídeo a velocidad rápida hasta que se llegó al momento crucial. Pulsó el Play. Se escuchó a Villa anunciar la última jugada. El público gritaba, animaba, comentaba, había un estruendo enorme. Entonces Fernando se arrodilló. Se colocó a pies de tierra y escudriñó la portería rival.
“Puerta”, se le escuchó decir nítidamente".
Anonimo.
 
O ROUBO DO COLADINHO

Essa história aconteceu há mais de sessenta anos. Naquela época, jogava muito na casa do Enio Chaulet, o qual tinha diversos times de botões puxadores. Entre eles havia um, quebrado pela metade e que fora magistralmente colado. O Enio era perfeccionista e seus botões eram imaculados, cuidadosamente polidos e o Coladinho estava ficando um pouco de lado. Certo dia, perguntei se ele venderia o botão. Relutou em desfazer-se do mesmo, até que estabeleceu um preço pelo mesmo.
Coladinho - o botão goleador
Ao saber o valor da transação, solicitei-lhe que o guardasse, pois eu o compraria. Para isso necessitaria juntar as minhas parcas reservas financeiras e me privar de matinês, lanches, doces e picolés. Estava com 14/15 anos na época. Fui guardando as minhas economias e, por fim, ataquei o cofre de moedas de minha mãe. Habilmente, colocava uma faca na abertura que permitia a colocação das moedas, fazendo com que algumas delas deslizassem para o meu bolso. Finalmente, o montante da maior transação botonística daquela época estava em meu poder.
No sábado, dia que nos reuníamos para jogar, desloquei-me até à casa do Enio. A primeira coisa foi negociar o Coladinho. Com ele no meu time, senti-me como presidente do Real Madrid ou do Barcelona. Um craque de alto valor que se reunia aos outros botões que faziam parte de meu plantel. Naquele sábado estavam lá, além de nós dois, o Dario Panarotto e um rapaz que era conhecido pela alcunha de Português. Jogamos um torneio rápido e o Coladinho começou a fazer suas vítimas, pois não errava um chute em direção ao gol. No final, o tal de Português fez um convite para participarmos de um torneio que seria realizado em sua casa no domingo pela manhã. O Enio, que era filho único teria de acompanhar a mãe assistindo à missa, e o Dario teria de compensar o sábado, trabalhando no bar de seu pai no domingo. O bar ficava na esquina da Igreja, defronte à Loja Magnabosco. Restou somente o feliz proprietário do Coladinho. Aceitei o convite, afinal estava a fim de mostrar a minha nova contratação a todos os botonistas caxienses, e a oportunidade se apresentava, embora eu nunca houvesse jogado naquela casa. O Português me informou que a mesma ficava ao lado do campo do Juventude, solicitando que aparecesse cedo, pois estariam por lá mais cinco botonistas.
No domingo pela manhã, com a minha caixinha debaixo do braço, desci a Rua Alfredo Chaves em direção ao campo do Juventude. Ao chegar ao local, já se encontravam cinco rapazes que eu não conhecia pessoalmente. Mas, quem gosta de jogar botão não escolhe adversário. Fui enfrentando um a um e vencendo, fazendo com que a fama do Coladinho aumentasse a cada novo gol conquistado. Fiz a partida final e venci. Foi então que o pessoal veio me cumprimentar, rodeando-me e dizendo que eu deveria ir jogar sempre com eles, enfim me bajulando, deixando-me no meio da roda. Eu me senti um ás, um vencedor, apesar de que não havia troféu algum em jogo. Após essa encenação, fui recolher meu time e... quase todos os botões ainda estavam em cima da mesa. Olhei incrédulo, procurando pelo mais importante e ele não estava lá. Faltava o Coladinho. Pedi que me devolvessem o botão que estava faltando. Todos fizeram cara de surpresos, afirmando que ninguém o havia pegado. Reclamei, insisti e perdi a paciência, chamando-os de bando de ladrões, salafrários, dissimulados, desonestos. Até a mãe deles apareceu na sala para saber o que estava havendo; ao saber do furto, simplesmente defendeu seus filhos e amigos, dizendo que ninguém dali pegaria um botão. Mas, não era um botão, era o botão, era o Coladinho, pelo qual eu fizera tanto sacrifício para ter em meu plantel. Não aguentei mais e chorei. Juntei os restantes, colocando-os na caixa e saí porta afora, soluçando, subindo a Alfredo Chaves, até chegar a casa, desolado. Havia feito uma compra almejada, e o botão apenas dormira em minha caixa uma noite. Fui roubado vergonhosamente. Nunca mais soube do Coladinho e também nunca mais falei com aqueles gatunos. Perdi um botão que me dera em poucos jogos imensas alegrias, mas me livrei de tornar-me amigo de pessoas desonestas.
Foi a minha primeira decepção no futebol de mesa. Muitas outras viriam a acontecer, mas a primeira a gente nunca esquece. Ao longo de minha vida de botonista tive decepções com pessoas que considerava amigas e que traíram a minha confiança. Fui enganado por pedidos dramatizados de botonista, dizendo que necessitaria de um empréstimo para cobrir um cheque para poder internar sua mãe em um hospital, com promessa de pagamento para dali a dias. Perdi dinheiro e o falso amigo. Graças a Deus eu nunca fui escravo do dinheiro e o uso para o seu fim com honestidade. Nunca deixei de cumprir minhas obrigações e acredito que continuarei assim até o fim dos meus dias. Com isso mantenho a minha consciência tranquila e fico sempre em paz na hora de dormir. Talvez, por essa razão eu sofra quando acontecem coisas assim, pois sempre procurei ajudar aqueles que considero meus amigos e nunca esperei retorno algum. Mas, pelo gigantismo que o futebol de mesa atingiu, não podemos estar imunes de sofrer decepções como às que sofri. Sempre procuro seguir à máxima que aquilo que fazemos aqui na Terra, pagaremos aqui mesmo. Por isso, ainda espero um dia encontrar o Coladinho e render-lhe homenagem, colocando-o em minha prateleira com um cartão de agradecimento pelos gols nos dois dias em que esteve em minhas mãos.
 
 
Postado por Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com