JOGO DE BOTÃO

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JOGO DE BOTÃO

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

APRENDENDO A SER UM CAMPEÃO


Começamos a fase dos grandes torneios e opens do botonismo em todo o território nacional. As ligas e clubes estão agitados no cumprimento de seus calendários buscando os melhores de todas as categorias de 2011. Haja flanelinha para lustrar tantos botões...
Cada um se prepara como pode. Alguns treinam de vez em quando conforme podem, enquanto outros fazem um esforço ainda maior, treinando de duas a três horas por dia, buscando um desempenho de excelência para os duelos do futmesa que muitas vezes, lembram as lutas dos grandes gladiadores. E por falar nisto, você já viu uma partida de futebol de mesa entre dois campeões valendo o caneco? Se não viu, quando você tiver o privilégio de ver vai entender o que eu quero dizer. E se já viu, sabe bem como tudo acontece quando as cortinas se abrem para o espetáculo.

Sei que todos os esportes são levados a sério. Mas no futebol de mesa é incrível os níveis das disputas. Como é tratado com seriedade um torneio. E pensar que tudo começou como uma brincadeira inocente de criança... É difícil até piscar quando os jogos se tornam eletrizantes e a disputa é apertada. Existem jogos que são decididos em favor de quem erra menos, tamanho o aprimoramento das técnicas sobre o tablado verde.

Sabemos que não são todos que se tornam campeões. Porém, acredito que a grande maioria deseja ser vencedor naquilo que se esmera em fazer bem.

Certamente que existem muitos campeões em muitas coisas boas neste mundo e que nunca foram reconhecidos, infelizmente. São os campeões anônimos espalhados pelos becos e ruas das cidades.

No caso do futebol de mesa, a coisa aperta sobremodo quando se joga um torneio, ainda que entre velhos amigos. De um lado alguém que joga o simples e velho botão pelo prazer. Do outro lado da mesa alguém que tem a fama de ser matador, e que joga palhetando olhando para o troféu em disputa.

É muito provável que a tensão invadirá o coração do botonista que se julga inferior e com menos gabarito para vencer um talentoso campeão. Em geral, é possível ver esportistas que entram para os duelos já derrotados. O medo pode ser um adversário bem pior do que o botonista que está do outro lado da mesa.

Já ouvi relatos de botonistas que chegaram ao cúmulo de enxergar os botões do adversário maiores, melhores, ou com a “nítida” impressão de se tratar de um material invencível. Nada disso! Isto tudo não passa de efeitos colaterais de gente insegura, e que em competições de níveis elevados, acabam se manifestando de tal forma que não permite que um botonista desempenhe bem o seu jogo.

O medo cega e faz com que um competidor se retraia, enterrando seu talento e gerando um outro sintoma: Acuamento.

Bem, não existe uma fábrica de campeões. Nunca vi uma academia especializada em formar vencedores, embora alguns insistam nisto. Creio que é possível sim, desenvolver talentos e aprimorar técnicas. E isto pode acontecer com qualquer um que realmente queira pagar os preços dos exaustivos treinamentos.

Conheci muitas pessoas durante minha vida. Estou o tempo todo tratando com pessoas e conhecendo seus corações. Percebo que existem pessoas que, por algum motivo, são mais determinadas que outras.

Em uma partida de futebol de mesa, valendo algum reconhecimento importante do meio, é possível perceber aqueles que são mais determinados e aqueles que jogam a toalha da desistência sem oferecer o mínimo de resistência.

É claro que os treinamentos fazem a diferença. Treinos e decisão de superação é dupla explosiva para o sucesso.

Estou convicto de que existem pessoas que tem algo mais dentro de si. Talvez, quem sabe, foi a criação dentro do lar que lhes proporcionou um espírito vencedor. Pais que foram modelos quanto a perseverança. As grandes lutas da vida podem ter contribuído em muito para que o gatilho da determinação fosse acionando dentro de uma determinada pessoa. Outras pessoas, no entanto, parecem mais frágeis e não tão determinadas. Desistem com facilidade e fogem aos confrontos que são inevitáveis, dentro e fora de jogo.

No futebol de mesa é possível lidar com essas fragilidades que são típicas do ser humano.

Penso que as escolhas e as decisões sempre são nossas. Por algum motivo recebemos em nosso ser a capacidade de decidirmos como queremos ser. Já o controle quanto ao que seremos pode não estar totalmente em nossas mãos.

Já vi gente “pequena” no futebol de mesa enfrentando de igual para igual gente mais capacitada. Como pode? Pode, porque esta pessoa “pequena” decidiu ser grande, e jogar como gente grande. Mas também já vi gente “grande” agir como gente absolutamente incapaz, neutra.

Quando entramos em campo com nossos botões pra lá de incrementados, decidamos ser competidores determinados. E se estiver levando de goleada, não desista! E sabe por quê? Bem, como já disse, existem muitos campeões que nunca foram reconhecidos. Campeões sem medalhas ou sem troféus. Isto não importa botonista! Só o fato de você enfrentar feras que você considera melhores do que você, e mesmo assim, lutar de igual pra igual, faz de você um grande campeão. Ser honesto, respeitoso para com o adversário e competir com garra, já mostram que você tem aquele algo mais dentro de você. Você verá que os seus oponentes terão que te respeitar por causa da sua determinação. O resultado de uma partida pode não passar de um simples detalhe, entende?

Quanto a medalha... bem... Penso que ela já está em seu coração. Por isso não a despreze. Mesmo que só você a veja.

Ricardo C. Meni
Jogador do Jabulani Futebol de Mesa na cidade de Jaboticabal – SP.
www.jabulanifuteboldemesa.com.br


Postagem de Enio Seibert

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