JOGO DE BOTÃO

JOGO DE BOTÃO
JOGO DE BOTÃO

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

                                O futebol de botão na família Armani é coisa séria!


http://globotv.globo.com/tv-tem-interior-sp/de-ponta-a-ponta/v/o-futebol-de-botao-na-familia-armani-e-coisa-seria/1757668/



Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com

                                    O Armani dos botões- por Giovanni Nóbile Dias


Tem Flamengo amarelo, rosa, da época do Zico...

Eram onze da noite quando o professor de literatura Jeferson Aparecido de Carvalho chegou em casa, em Cambé, município colado a Londrina. Cumprimentou mulher e filhos e correu, apressado, para o escritório - uma saleta de 3 por 3 metros. A parede estava apinhada de medalhas ganhas em competições de futebol de mesa. O armário guardava o troféu de terceiro lugar no Campeonato Paranaense Interclubes (de mesa). E recostada à parede, repousava metade de uma mesa de futebol. É nela que Carvalho testa sua criação.

Aos 33 anos, Jeferson Carvalho se especializou em desenhar uniformes para equipes de futebol de botão (ou de mesa, como é chamado por uma dissidência mais ortodoxa). Recebe em média 25 encomendas por mês, que en-trega mediante pagamento de 35 reais por time. "Não faço as peças. Só crio o estilo", conta. O serviço é sazonal, e costuma se intensificar em épocas de campeonato. "Todo botonista é meticuloso. Gasta o que for preciso para ter um time bonito", relata Carvalho, que chegou a acumular mil reais em um mês de vacas gordas. "Tem gente até de Alagoas que me encomenda estas artes."

Pouco mais de um ano atrás, Carvalho criou o blog Vitrine do Botão, onde expõe seu trabalho acompanhado de e-mail e telefone. Seu processo de criação funciona da seguinte forma: primeiro, o cliente escolhe um time - que pode ser nacional, como o xv de Piracicaba; ou estrangeiro, como o Manchester United. Em seguida envia, pelo correio, o conjunto de botões a serem decorados, para que Carvalho tenha noção exata da cor do acrílico. "Isso é fundamental", ele diz. "A diferença entre o tom da peça e do uniforme pode resultar em uma combinação bonita ou totalmente estranha."

Uma vez que tem os botões em mãos, Carvalho esboça oito opções de uniforme, em Photoshop, para que o contratante escolha qual delas ilustrará suas peças. Como garantia, assegura que a arte escolhida jamais será usada em outro time (o preciosismo tem sentido, em vista de que equipes de botão não contam com uniforme reserva). O desenho é impresso num birô de Londrina, por 8 reais, em papel metálico "para dar um brilho". Carvalho se encarrega de colá-lo no acrílico, usando uma luva escura para não sujar o papel com as digitais.

Em um ano na alfaiataria de botão, ele calcula ter produzido mais de 200 times. Seu catálogo conta com os uniformes do Olympique de Marseille (França), Borussia Dortmund (Alemanha), Fenerbachçe (Turquia), além da Seleção Brasileira de 2002, com fotos dos jogadores em degradê, sobre um fundo amarelo. Normalmente a clientela pede que a arte se assemelhe ao uniforme do time, com escudo, número de camisa, nome do jogador e marcas de material esportivo e patrocínio. Quando cria para consumo próprio (ele tem dezesseis times em casa), Carvalho prefere fugir à regra. O uniforme que mais o orgulha é o do time inglês Chelsea, que produziu em junho de 2008, com o emblema ocupando mais da metade dos botões de madrepérola.

O futebol de mesa foi criado nos idos dos anos 30 pelo campinense Geraldo Décourt, o Charles Miller do esporte, que jogava com os botões das próprias calças. Após a edição do primeiro livro de regras da modalidade, feito pelo próprio Décourt, o futebol de mesa se espalhou pelo Brasil. Hoje, é jogado do Chile ao Japão, passando pela Hungria, onde foi realizado o Mundial de 2009.

Nos primórdios, os botões eram feitos de peças de roupa, casca de coco e tampa de relógio. Na década de 1970, quando a brincadeira se popularizou, as peças passaram a ser produzidas por marcas de brinquedos, em plástico, e já vinham com os símbolos dos clubes. Hoje, botonista que se preza só joga com peça de acrílico (um conjunto de treze peças - dez na linha, duas na reserva e uma no gol - chega a custar 190 reais). A Confederação Brasileira de Futebol de Mesa se encarrega de organizar o calendário anual da modalidade (o Campeonato Brasileiro foi disputado em junho, no Rio de Janeiro). Em dezembro, Carvalho representará o Instituto Vagner Nunes no Campeonato Paranaense Interclubes.

Ex-torcedor do Santos, Carvalho virou a casaca por acreditar que os times brasileiros não respeitam seus torcedores. Hoje, divide a paixão futebolística entre o Real Madrid (time que adotou como se fosse o de infância) e o botão, que pratica nas noites de quarta e sábado, com mais vinte jogadores, numa sala do Grêmio Literário e Recreativo Londrinense. Foi lá que conheceu Victor Heremann, atual campeão da Copa do Brasil de Futebol de Mesa, que, desde então, só usa times com a grife de Carvalho. "Esses dias mesmo ele me pediu umas artes do Flamengo. Tem de tudo que é jeito: Flamengo amarelo, Flamengo rosa, Flamengo com o uniforme da época do Zico."

Carvalho não trabalha apenas com times que existem. Ele conta já ter feito equipes de bairro e, no começo do ano, para um cliente de Curitiba, um escrete com personagens de filmes de terror. Era Hannibal Lecter e Freddy Kruger na zaga, Jason no meio-campo e Chuck no ataque. Frankenstein e Conde Drácula já haviam pendurado as chuteiras naquela época.

Fonte: http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-37/esquina/o-armani-dos-botoes

Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com
                                          A arte de jogar futebol de botão
 
Os meninos que viveram o auge da infância na década de 90 ainda tiveram a oportunidade de jogar o bom e velho futebol de botão, hoje desconhecido para a geração digital. Por sua simplicidade, a disputa atraía a atenção de muitos e também se tornava emocionante, na medida em que só a vitória interessava. Com chuva ou sol, a brincadeira podia acontecer em qualquer lugar, desde que houvesse um companheiro disposto a medir forças e mostrar sua habilidade.

As equipes de botões vinham com adesivos autocolantes dos principais times do Brasil e do exterior, além de inúmeras seleções nacionais. Os mesmos podiam ser adquiridos em livrarias, a um preço baixo, fato pelo qual se tornaram bastante populares. Para a partida ser realizada, utilizava-se um tabuleiro, com as mesmas divisões de um campo de futebol de verdade, colocado em cima de uma mesa ou até mesmo no chão.

Os jogadores eram conduzidos por uma palheta, na tentativa de acertar a bola, formada por um disco minúsculo, geralmente de cor preta. Cada um poderia efetuar, no máximo, três toques e em caso de erro, a posse de bola seria do outro time. Isso deixava o jogo rápido e aberto. Jogadas ríspidas geralmente aconteciam, pois seguidamente atingia-se em cheio o oponente, em vez do alvo. A falta mais comum ocorria quando a bola parava em cima do escudo da equipe, sendo considerado toque de mão.

Não havia tempo estipulado para a duração de cada confronto. Geralmente eles acabavam quando alguém estava levando uma goleada e desta forma desistia, ou então reclamava da “arbitragem”, dizendo que o adversário roubava. No calor do jogo, muitas discussões aconteciam, pois cada um defendia ferrenhamente seus interesses, porém nada que não fosse resolvido no dia seguinte.

O futebol de botão é uma das muitas recordações dos tempos de outrora. Comecei a me interessar por ele quando ganhei Brasil e Estados Unidos, justamente na época da Copa do Mundo de 1994. Nos anos seguintes cheguei a ter mais de 20 equipes, entre clubes nacionais, estrangeiros e seleções; e a coleção só não foi maior porque aqui em São Luiz Gonzaga tinham poucas opções para a compra.

É com nostalgia que lembro as muitas tardes dedicadas exclusivamente a essas disputas, que envolviam principalmente os amigos da vizinhança. Infância como a daquele tempo dificilmente vai existir, pois cada vez mais cedo a tecnologia está presente no dia a dia das crianças, fazendo com que elas deixem para trás hábitos e brincadeiras saudáveis.
Enfim, recordar é viver! Quem nunca jogou futebol de botão não sabe o que perdeu!

Texto do Professor Ricardo Ferreira Bernardo, de São Luis Gonzaga- RS

Fonte: http://historiaeumbarato.blogspot.com.br/2012/11/a-arte-de-jogar-futebol-de-botao.html


Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com

                                                 Uma alegria do meu passado


Sou de uma geração muito influenciada pelo vídeo, mas da era pré-computador, quando a única postura possível era a passividade frente à televisão ou ao cinema.
Nossos jogos eram manuais, o equipamento era material e não virtual; a palavra digital se associava exclusivamente ao dedo, não ao dígito.

A garotada de hoje usa o computador para jogar e brincar, aproveitando os recursos da interatividade que transformam o jogador num participante ativo.

Jogos virtuais de futebol estão entre os preferidos, com imagens cada vez mais realistas.

Este papel foi representado entre os meninos de minha geração pelo futebol de botões, a versão antiga dos games-Fifa.

Era mais adequado para se jogar em dupla, ou para torneios de grupos maiores, mas também podia ser jogado individualmente, o que era o meu caso, com frequência.

Os botões representavam times e jogadores reais, o material era o plástico, com exceção do goleiro que era sempre uma caixinha de fósforos com algum conteúdo pesado no lugar dos palitos.

Muitos já vinham prontos de fábrica, inclusive com fotos dos atletas reais no centro, e geralmente produzidos pela Estrela, a maior fábrica de brinquedos da época, talvez até de toda a história industrial brasileira.

Eu preferia fabricar meus botões ou comprar velhas lentes de relógio e botões de roupa do tamanho e formato adequado.

Os relojoeiros tinham até uma mini-receita paralela: guardavam numa caixinha as lentes descartadas para vender para a meninada a um preço obviamente irrisório.

Para fabricar botões o procedimento era simples: juntava pedaços de plástico duro numa forminha de empadinha e a aquecia ao fogo, segurando a borda com alicate. Quando amolecia, usava um martelo para homogeneizar. Depois de endurecida a mistura, lixava no chão para igualar o fundo, que era o solado do meu jogador.

A propósito, encontrei uma pequena citação do futebol de botões num ensaio de Roberto Damatta intitulado “Antropologia do óbvio”, publicado em 1994 na Revista USP, que transcrevo:

É interessante observar, como prova desta penetração e deste sucesso, que no Brasil tenha se difundido o chamado “time de botão”, que todo menino obrigatoriamente possui num dado momento de sua infância. Com esses times, cujo dono é tudo (patrão, presidente, técnico, juiz, bandeirinha e craque) fazem-se campeonatos tão emocionantes quanto os que se decidem no campo. Lembro-me de uma tal peleja nos idos de 1950, em São João Nepomuceno, Minas Gerais, com 11 ou 12 anos, ganhei, num jogo nervoso e verdadeiramente clássico, o título do meu fanático amigo e adversário, o Mário Roberto Zagari, hoje distintíssimo professor de Linguística da Universidade Federal de Juiz de Fora. Foi o meu botão especial, o Carlyle, que fez o único gol da partida.

Acrescento que o uso da afirmação “todo menino obrigatoriamente possui” ainda valia para 1994 mas não vale para 2010; o mundo está mudando rapidamente.

Texto de Ricardo Meni, escritor e botonista de Jaboticabal- SP.

Fonte: http://www.jabulanifuteboldemesa.com.br/vernoticia.php?118


Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com
                                         O tempo em que Tostão valia mais do que Pelé
Marcos Alvito*
Para mim não havia dúvida, era fato incontestável: Tostão era melhor do que Pelé. Até que Pelé tinha seu valor: fazia jogadas insinuantes, penetrava com facilidade nas defesas e perto da área ou dentro dela era quase infalível. Mas Tostão era maior do que ele, pelo menos no meu time de futebol de botão. Pelé era uma "vidrilha", isto é, uma tampa transparente de relógio de pulso transformada em goleador. Por ser transparente, ficava bonito ver a cabecinha de Pelé recortada do jornal e devidamente colada no "meu" jogador. Tostão, por sua vez, era um botão de galalite brilhante, amarelo. À época eu nem pensava como se fazia o galalite, mas pesquisando descobri que o precioso material é um derivado, vejam só, do leite. São necessários de 15 a 85 galões de leite para fazer um miserável quilo de galalite. É claro que isso me faz lembrar a antológica frase de Gentil Cardoso tentando convencer seus jogadores a praticarem o jogo rasteiro:

“A bola é de couro, o couro vem da vaca, a vaca gosta de grama, então joga rasteiro, meu filho”

Com o devido respeito, o galalite vem do leite, o leite vem da vaca... e não há jogo mais "rasteiro" do que o futebol de botão: a bola só alça voo, normalmente, nos chutes, de resto os passes são colados à "grama".

O que eu já sabia, entretanto, é que os meus sonhos eram feitos daquele material. Aos nove anos eu admitia ser um perna-de-pau inapelável. Para compensar tornei-me um exímio jogador de futebol de botão. Com aquele time eu podia entrar dentro de campo, passar, driblar, chutar e, sobretudo, marcar gols, muitos gols. Por isso, para mim, Tostão era maior do que Pelé. Tostão era largo e alto e a sua especialidade, que o tornava temível entre os meus adversários, era chutar muito bem logo após a linha do meio de campo. Era desesperador e humilhante para os outros meninos sofrerem gols desse jeito. Imitando a vida real mais ainda, um amigo até me fez uma proposta por Tostão. O valor que oferecia era dez vezes mais do que a quantia que eu desembolsara na papelaria. De nada adiantou eu tentar lhe dizer (mesmo que eu também não acreditasse nisso), que Tostão era apenas um botão e que ele poderia comprar outro igual. Claro que sabíamos que os botões eram fabricados industrialmente, mas nenhum botão era igual ao outro. Disse ao meu amigo que não levaria vantagem sobre ele vendendo o Tostão por tanto dinheiro. Mas a verdade é que naquela época eu não venderia o "meu Tostão" por dinheiro algum.

O prédio de classe média onde eu morava era palco de um drama cotidiano. Na nossa infância as ruas de Botafogo (bairro do Rio de Janeiro) já não permitiam a sua transformação em campo de futebol improvisado. Nosso edifício não tinha playground, mas era construído sobre pilotis e o térreo funcionava como garagem. É claro que nós queríamos utilizar a garagem como palco de épicas peladas. O prédio proibiu, nós fizemos manifestação e passeata (ecos do movimento estudantil do fim da década de 60), mas não adiantou. Entre a alegria das crianças e o bem-estar dos automóveis, os pais optaram por seus veículos.

O que nos restou foi o futebol de botão. Se não podíamos jogar com os pés, jogávamos com as mãos e a imaginação. Ele tinha a capacidade de nos transportar para muito além de Botafogo. Fazíamos copas do mundo, cada um representando uma ou mais seleções, campeonatos cariocas, brasileiros e até campeonato inglês nós fizemos. Lembro um campeonato jogado em três mesas, a maior era o Maracanã, a de tamanho médio era São Januário e a menor representava o estádio de um time pequeno.

À época, nós nem queríamos saber de onde tinha vindo o futebol de botão. Nem podíamos imaginar que ele tivesse sido criado na década de 30 e que em 1977 ele viesse a ser reconhecido oficialmente pelo Conselho Nacional de Desportos (CND) como uma modalidade esportiva. Mas sabíamos que a geração anterior à nossa jogara com botões diferentes, improvisados, muitos feitos de casca de coco. Na verdade, em cada lugar se jogava de um jeito. No nosso pequeno mundo da Rua Mariana 113, a bola era quadrada. Isso mesmo: jogávamos com um dadinho que comprávamos na papelaria. Em outros lugares usavam-se discos de plástico ou bolinhas de feltro. Tínhamos a liberdade de criar nossas próprias regras: tempo de jogo, fórmulas de campeonato (pontos corridos, eliminatórias etc.), métodos de desempate (prorrogação, disputa de pênaltis). Nossos atletas eram mimados, cuidadosamente guardados em caixas de papelão, limpos com flanelas e tratados com carinho. Nossos "gramados" eram cobertos com uma fina camada de talco para os botões deslizarem melhor. Éramos técnicos, jogadores, cartolas e juízes, tudo ao mesmo tempo.

Quando meu filho nasceu, fiz questão que ele tivesse oportunidade de jogar futebol de verdade. Mas não deixei de lhe ensinar a jogar futebol de botão. Na verdade, por causa dele eu me tornei um "profissional" e nós dois jogamos juntos um campeonato brasileiro com a camisa do América, pois à época o Flamengo não tinha time de futebol de mesa.

Sim, o meu futebol de botão era agora pomposamente chamado de futebol de mesa por ter regras oficiais, campeonato, federação e o escambau. É completamente diferente. A mesa é enorme, tem quase dois metros de comprimento (c. 1,85 m) por um metro e vinte centímetros de largura. A regra mais difundida, pela qual eu jogava, permite no máximo doze toques na bola de feltro, redondíssima, sendo que cada botão só pode dar três toques na bola. Os botões são do tipo "argola", com um furo no meio e bem maiores do que eram meus craques de infância. E não são feitos mais de galalite e sim de acrílico.

Os atletas do futebol de mesa treinam duas vezes por semana pelo menos. Cada clube tem o seu CT (Centro de Treinamento) onde os mais aplicados passam horas e horas jogando uns contra os outros de olho nas competições. Sem falar nos fominhas que compram uma mesa e ficam em casa treinando chutes feito Zico fazia. Para participar dos campeonatos existem até competições seletivas, uma espécie de segunda divisão, onde eu tive que jogar até conseguir "subir" para a primeirona.

Quando eu comecei a competir, tive primeiramente que comprar um time. Mandei fazer um time amarelo, pra falar a verdade canarinho. Não colei as "cabecinhas" dos jogadores, mas mandei colocar nomes e números: Carlos Alberto, número 2, Gérson, número 8, Pelé, número 10 e, obviamente, Tostão, número 9. Confesso que nesta 2a. edição, Jairzinho começou a jogar mais do que todo mundo. Sim, porque embora seja você a mover a palheta, a crença mágica é que o botão é que está jogando. Há botões que jogam muito e outros que são irremediáveis pernas-de-pau. Ou estão apenas atravessando uma má fase...

Há campeonatos cariocas, brasileiro e, pasmem, em junho de 2012, ocorreu em Copacabana, no Rio de Janeiro, a II Copa do Mundo de Futebol de Mesa da modalidade doze toques. O Brasil sagrou-se bicampeão mundial, nada mais justo. Afinal, se o football association foi criado na Inglaterra, este futebol movido a sonho só podia ter sido inventado em terras tupiniquins.

*Marcos Alvito é carioca de Botafogo e Flamengo até morrer. É um antropólogo que dá aula de História na UFF desde o longínquo ano de 1984. Perna-de-pau consagrado, estuda um jogo que nunca conseguiu jogar direito: o futebol. Mas encara qualquer um no futebol de botão.


Dois toques do Megafone:

1) Até a década de 1990, o futebol de botão era uma grande paixão entre jovens e adultos.Hoje, com a cultura hegemônica dos jogos virtuais, o panorama é outro, tendo decrescido consideravelmente o número de seus adeptos. Chico Buarque de Hollanda é um dos que continua fiel ao botão, continuando na ativa, disputando jogos e campeonatos com amigos.

Seu time, o Politheama, começou sua carreira como time de botão, passando com o tempo a ser também time de futebol de campo. Segundo o próprio Chico, são invictos até hoje, mesmo depois de mais de duas mil partidas disputadas.

No primeiro link, imperdível, Chico Buarque conta a história de uma partida de botão que disputou contra Chico Anysio, com Vinícius de Moraes apitando o jogo. http://www.youtube.com/watch?v=KZHqhFbdCKk
No segundo link, o hino do Politheama, cantado pelo autor.

Marcos Alvito , titular absoluto do time do Megafone, é um craque com a palheta na mão. Defensor esmerado da cultura popular brasileira, estuda e pratica seus fundamentos com o talento e fidalguia de um Afonsinho, de um Walter Alfaiate.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21548


Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com

 

                            Pedaços de Acrílico, por Mateus Pierobom



Era passada uma década, finais dos anos 80, eu, há época, com apenas 4 ou 5 anos de idade questionava à meu Pai sobre o que eram aqueles Botões "grandes", guardados em uma enorme caixa, em um espaço nobre", dentro da prateleira de um armário fechada a chave, junto a eles, algumas camisas, escudos, emblemas, que somente mais tarde descobri do que se tratava, meu Pai, atenciosamente, respondia: "É o time de Botão do Papai. são feito de acrílico."

Me intrigava o fato de tamanha dedicação aquela grande caixa que meu pai tinha, ele chegava em casa, limpava o time com algodão e álcool, dobrava uma fralda bem grande sobre os botões, lacrava a caixa, e como em ato de devoção, talvez em um tipo de ritual maluco, guardava seus "atletas" carinhosamente. Lembro que ele juntava revistas, recortes de jornais, súmulas, fotos e outros artefatos que registravam suas honrarias, seus títulos, seus troféus, em pouquíssimo tempo de vida passei a frequentar o "jogo de botão", lembro que a época, já nos anos 90 na APFM (Associação Pelotense de Futebol de Mesa) conheci alguns amigos que cercam minha vida de emoção até hoje. José Bernardo Figueira é um deles, junto com outras lendas hoje associados a Academia de Futebol de Mesa. Me chamou a atenção o fato de haverem muitas pessoas jogando botão. Àquela época não havia muitas crianças e meu irmão mais velho Michel Pierobom já jogava. De vez em quando, entre um jogo e uma arbitragem, ele me emprestava seu velho Guarani para dar os primeiros chutes. Desde então me apaixonei por aqueles pedaços de acrílicos, mágicos, místicos. Daí pra frente conheci alguns amigos, jovens à época como eu.

Comecei em meados de 92 a disputar minhas primeiras partidas, com alguns garotos que rondavam a APFM, entre eles Bernardo Figueira e Juninho. Os outros não lembro pois tenho péssima memória! Há essas alturas, não desgrudava de meu querido Pai, que me levava todos os sábados para o culto sagrado, o jogo de botão. Todos mexiam comigo pela minha voz fina, principalmente o Osmar Iost e o Marcelo Cepel, mas nada que pudesse me afastar ou me encabular. Meu primeiro time foi um Danúbio do Uruguai, todo azul, parecia um time do Becker, azul desbotado e todo empenado, a escalação teria a assinatura de nada mais nada menos do que Aldyr Schelle, o velho.

Havia pesquisado após encomenda de meu Pai a escalação, lembro de alguns atletas como Daniel Odine (craque), Gustavo España, R. Bitencourt, Da Luz, e Carrabis (até hoje meu goleiro, que também atende pelo nome de Cannabis). Esta escalação se manteve no meu 2º time, que na verdade era uma antigo time de meu Pai, com o qual já havia sido campeão estadual e da Taça-RS no início dos anos 80.

Lembro bem que neste tempo a divisão especial da APFM era muitíssimo disputada, com botonistas de alta qualidade, como Zé Felipe, Aldirzinho, Pierobom, Alexandre Gomes, Marcelo Cepel, Getúlio, (seu filho também jogava muito, não me recordo seu nome, mas jogava com um Palmeiras), além de outros.

Mas me chamava muito a atenção da qualidade de 2 jogadores: Aldyr e Alexandre, este último se tornou até hoje o meu maior ídolo no esporte. Rapaz que transparecia valores além do futebol de mesa, como cavalheirismo, companheirismo, honestidade e humildade. Não bastasse isso ele era um monstro na mesa, homem de habilidades raras, jogadas mágicas, fazia o impossível, o improvável, jogava tirando coelhos da cartola, tinha uma postura sempre ofensiva, jogando com 5 Levantes e procurando sempre o gol, mesmo quando não era necessário. Sou seu fã desde antes de os 10 anos de idade, o vi ganhar alguns títulos e tenho a felicidade de te-lo como amigo e de desfrutar de aulas-grátis até os dias de hoje.

Após, chegou uma turma nova de "meninos" na APFM, como Marcelo Vinhas, Bruno, Preguinho, José Victor, meu irmão (Tiago) e outros, nesta época comecei a entender a mística do jogo de botão, comecei a tratar aqueles botões como filhos, cuidava, lixava, tirava o fio, filosofava com eles em casa, antes dos combates, lhes pedia empenho após inúmeras derrotas (visto que eu era no mínimo 2 anos mais jovem do que os outros garotos). Começa a relação pai-e-filho com "meus atletas".

Nessa época lembro que os jogos eram nos domingos pela manha, e Osmar e Figueira se revezavam em me pegar em casa para jogar, eu juro que nunca vou entender o carinho que estes homens tem pela minha pessoa. Passadas 2 ou 3 temporadas nos juvenis da APFM, não poderia mais jogar botãao pois haveria sido extinta a categoria juvenil daquele ano e eu tinha apenas 11 anos, idade insuficiente para jogar a divisão de acesso (1a divisão). neste mesmo ano é fundada a Academia de Futebol de Mesa.

A ACADEMIA

Agremiação a qual faço parte desde seu 1 dia de sua fundação em abril de 1997, são fundadores os senhores: Paulo Zilberknop, José Bernanrdo Figueira, Luis Fernando Silva, Osmar Iost Jr., Jorge Luiz Ferreira Malhão, Alexandre Schlee Gomes, Sérgio Pierobom e Diego Figueira. Estes homens são os meus mestres e os meus professores, me ensinaram tudo o que sei sobre Futebol de Mesa. Tenho uma dívida impagável com estes homens. Agradeço todos os dias por eles fazerem parte da minha vida. Me ensinaram valores que levarei pra sempre, em qualquer âmbito da minha vida.

Então em 1997, aos 11 para 12 anos de idade, pela 1a vez, eu poderia jogar com as feras, com meus ídolos, essa época da minha vida no esporte considero minha época auge, me deslumbrava a cada sábado ao saber o que era possível se fazer numa mesa, a cada sábado eu me sentia mais forte, mais evoluido. e Após pelo menos 3 anos apanhando e aprendendo comecei a incomodar nos campeonatos internos, e logo após vieram alguns títulos internos no início dos anos 2000. Já na Academia ganhei meu 3 time, este da Juventus, mandei fazer do jeito que eu queria, jogo com a Juve até os dias de hoje, com a mesma escalação.

O LISO

O liso foi um caso de amor que começou em 2000 no campeonato Brasileiro em Porto Alegre, no qual eu não tinha vaga para a modalidade livre, sobrou vaga pro liso, peguei um velho time emprestado do Figueira e fui jogar. Somente havia jogado um unico campeonato uma ou 2 semanas antes.

Na primeira rodada eu apitei um jogo e descobri que se cobrava tiro de meta com o botão saindo para a lateral. No decorrer do campeonato aprendi que não se cobria, se dava tapa. Consegui a façanha de ser o 3
colocado naquele ano, após vitórias sobre lendas como Diógenes, Weber, Rocha, Moscoso entre outros. Caí fora na semi nos pênaltis para Soneca, que naquele ano sagrou-se campeão brasileiro. Nasceu ali uma paixão que depois fora aflorada em 2009 quando retornei de Santa Catarina.

Comecei jogando de cavado pois o liso foi se acabando no Rio Grande do Sul já nos anos 80, na medida em que o clima não colaborava para termos boas mesas de liso e pudéssemos competir com os baianos, além disso jogar de cavado é muito mais fácil para quem não tem muita destreza técnica, e desta forma alguns competidores menos técnicos da época se tornavam mais competitivos para encarar as feras que jogavam de liso, e sorrateiramente o cavado ganhou toda a nossa atenção por mais de 15 anos, foi de cavado que aprendi a jogar, mas nos dias de hoje só jogo de liso.

No ano de 2004 parti daqui para Santa Catarina, onde fiquei até 2008 sem sequer ver um time de botão na minha frente. Eram poucas as notícias que eu tinha através de meu grande amigo Luis Fernando. Ficava emocionado ao saber das noticias do futebol de mesa. Soubera que meu irmão Tiago havia sido campeão Pelotense, e que meu amigo Marcelo ganhava de todo mundo, acumulava títulos.

O RETORNO

Quando voltei para Pelotas não tive dúvidas de que após quase 4 anos parado, era hora de resgatar meus atletas, peguei a Velha Juve e fui pra mesa, no início foi difícil, as mãos pareciam não respeitar a vontade da mente, mas aos poucos fui a calibrando e conseguindo bons resultados nas mesas. comecei a colocar em prática tudo o que havia aprendido.

Aprendi com meus mestres a respeitar o adversário, ser cavalheiro, cumprimentá-lo antes e depois de cada partida. Aprendi que tudo o que importa é a amizade, o companheirismo, vale mais do que qualquer vitória pessoal, para isso é necessário honestidade, porque uma vez que você aceita uma marcação do árbitro a seu favor, a qual você sabe que é incorreta, deve se acusar, pois tudo o que é nosso está guardado, e o que não é nosso não é nosso. Vale mais a honra do que um resultado. Aprendi que a acreditar no impossível, no improvável, porque o impossível só é impossível para que não não o deseja, quem não acredita não alcança. Confiança é o que me move. Aprendi a perder com honra, e vencer com honra.

A FAMÍLIA

Meu Pai começou em 79, e passou o gosto pelo jogo para todos os 5 filhos, 2 deles não praticam mais. Fazíamos campeonatos em casa, eu nunca ganhei nenhum, na verdade quase sempre fui a baba. A primeira vez que ganhei de meu pai uma partida (oficial e amistosa) foi em 2009, ou seja 17 anos após começar a jogar, antes disso jamais o havia vencido. Ele entra na mesa contra mim como se fosse mágico, acerta tudo, parece que está constantemente me ensinando a jogar, de lá para cá obtive muito mais vitórias do que derrotas para ele, mas ele continua me dando aulas.

Meu irmão mais velho Michel já parou de jogar, mas na minha opinião é dos irmãos o que jogava com mais competitividade, tinha muita frieza e precisão, uma pena que abandonou o jogo.

Já o Tiago é o que tem mais mão, e o melhor na opinião do velho Pierobom, ele acredita muito no potencial do Baggio, acho que ele vai dar bom também se tiver mais paciência e rachar mais a rapadura.

O Lucas é o mais novo, começou em 2010, tem muito potencial, mas ta pensando em parar de jogar porque só toma sacode, mas no final de 2012 foi campeão interno por equipes, embora os colegas de equipe fossem muito bons (Zilber e Alexandre) ele teve méritos e se sagrou campeão, tomara que ele não pare. Com o título, ele foi o quinto Pierobom a conquistar títulos na Academia, o que nos enche de orgulho.

O BERRO

Aprendi a berrar com meu grande amigo Paulinho (Zilber). Eu via o quanto ele se emocionava ao gritar em um gol ou em uma bela jogada, ele botava pra fora toda essa emoção, também aprendi que aquilo servia
também para desestabilizar o adversário, deste modo tenho o grito (desde que não-desrespeitoso) como uma técnica, faz parte do jogo, é boa pra mim e ruim pro adversário, assim como um lançamento de corte.

Aprendi enfim que os botões não são pedaços de acrílicos, eles são mais que isso, eles tem vida própria, vontade própria, quantas vezes pensamos numa jogada e o botão executa ela melhor que a encomenda. Botões tem sentimentos, não gostem que os fiquem xingando, gostam de ser tratados como filhos, "meu filho", "meu garoto". Botões tem honra, tem postura.

São mágicos, fazem coisas que até deus duvida na mesa. Eles tem capacidade própria de vencerem, pois acertam a jogada mesmo quando nós a tememos. Botões são iluminados por Deus, quem não tem um atleta
desses? que aparecem nos momentos mais difíceis.

A GRATIDÃO

Sou grato a tudo o que o Futebol de Mesa me proporcionou, amizades, valores, responsabilidades. Sou grato a meus mestres que me ensinaram tudo. Sou grato a meu grande amigo Marcelo Vinhas, amigo de 20 anos (tamo ficando muito velho cara), aos amigos Augusto e Pedrinho, à minha família e a todos os membros da Academia de Futebol de Mesa. Penso que jamais poderei recompensá-los pelo que me proporcionaram, meu pagamento é a gratidão e o repeito que tenho por todos, afinal, me ensinaram do
que eram capazes aqueles pedaços de acrílicos, e tudo o que eles poderiam me oferecer.

Obrigado!!!!

Mathias.
 
 
 
 
Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com
Natal de galalite
 
 
Marcos Caetano - O Estado de S.Paulo

Eduardo é um homem sério, como se dizia antigamente. Na verdade, apesar de viver cercado - e consumido - por toda sorte de aparatos da mais moderna tecnologia, ele é um homem de antigamente. O carrão importado e o loft modernoso no bairro mais badalado da cidade são apenas despistes. No fundo, o sujeito hiperconectado que deseja feliz Natal para os amigos através de um post no Facebook e para a mãe através de algo que ele considera muito mais próximo e carinhoso, um SMS, não passa de um solitário antiquado. Entre suas crenças mais arraigadas está a de que ganhar dinheiro não combina com diversão. Eduardo ganhou muito dinheiro em seus 50 anos de vida. E se divertiu quase nada.

Eduardo não gosta de futebol. Já gostou. Muito, garante sua mãe. Ele não lembra mais. Deve ter sido antes de começar a ganhar dinheiro e, portanto, antes de começar a viver de verdade. Quando perguntam pelo seu time de coração, até fala: o Corinthians. Mas naquela histórica manhã de domingo em que o bando de loucos conquistou o mundo, ele estava num avião - classe executiva, claro - voando para uma reunião em Nova York. Pelo Twitter, ficou sabendo da façanha. Não esboçou reação. A reunião do dia seguinte era muito importante para perder tempo com bobagens. "Bando de loucos", pensou. "É isso mesmo que esses fanáticos são. Como será que a bolsa abrirá amanhã?" A seriedade de Eduardo, na verdade, atende pelo nome de tristeza.
E então chegou o Natal. Aquele dia chato, que atrapalha a reta final do ano, com tantas metas que ainda precisam ser batidas. Outra distração inútil, como o futebol. Normalmente, Eduardo passa a data longe de casa, cada ano com uma namorada diferente, em alguma estação de esqui metida a besta ou em um exótico resort de mergulho.
Este ano, num intervalo entre uma namorada e outra, faltou vontade de viajar. Como a mãe mora em outra cidade, o pai faleceu há muitos anos e os amigos são sofisticados demais para celebrarem a ocasião em solo nacional, ele ficou sozinho no loft. Pouco antes da meia-noite, foi até a adega, escolheu o vinho mais caro e estava apreciando a bela vista da varanda quando notou algo sobre a mesa de centro. Era uma encomenda do correio, que a empregada devia ter largado ali.
Junto com a encomenda, um bilhete de sua mãe, contando que aquele era um presente que seu pai havia deixado com ela pouco antes de morrer, com instruções expressas de que fosse entregue ao filho somente no Natal em que estivesse com 50 anos. Um tanto assustado, Eduardo abriu o pacote. Dentro, encontrou seu time de botão dos tempos de menino, que julgava perdido na poeira dos tempos. Um lindo time de galalite, com os nomes dos jogadores escritos com letra de criança e colados com um durex amarelado. Ao ver aquilo, o executivo sério enxugou uma lágrima, voltou no tempo e pôs-se a jogar com os antigos botões na mesa de vidro da sala. Zé Maria, Ruço, Rivellino, Aladim, estavam todos lá, inclusive o seu favorito: Adãozinho.
Na manhã do dia seguinte, Eduardo voltou a ser um homem sério. Mas começou a ler o jornal pelo caderno de esportes.

Matéria extraída do endereço http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,natal-de-galalite-,976738,0.htm

Postagem de Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com
 

                                      COPA UNIÃO DE FUTEBOL DE MESA

INICIADA NO MES DE DEZEMBRO, ENCERROU DIA 09 DE JANEIRO, A COPA UNIÃO DE FUTEBOL DE MESA, REALIZADA POR ASSOCIADOS DO DEPARTAMENTO DE FUTEBOL DE MESA DO YPIRANGA FUTEBOL CLUBE, DURANTE AS NOITES DE 4as. FEIRAS.


A COMPETIÇÃO CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO DE 14 PARTICIPANTES, NA PRIMEIRA FASE JOGANDO TODOS CONTRA TODOS, CLASSIFICANDO-SE OS 5 MELHORES PARA A SÉRIE OURO E OS 5 SEGUINTES, À SÉRIE PRATA, QUANDO OS CONFRONTOS PENTAGONAIS DENTRO DOS SEUS GRUPOS, DECIDIRAM OS CAMPEÕES DAS SÉRIES.

OS RESULTADOS DA COMPETIÇÃO FINAL APRESENTARAM AS SEGUINTES CLASSIFICAÇÕES:

SÉRIE PRATA - 1o. lugar - MARIANO ARAUJO - CAMPEÃO - 9 PONTOS.
2o. lugar - MIRO - VICE-CAMPEÃO - 8 PONTOS
3o. lugar - JONAS TAUBER - 7 PONTOS
SÉRIE OURO - 1o. lugar - LEANDRO BESSIL - CAMPEÃO - 9 PONTOS
2o. lugar - ENIO SEIBERT - 7 PONTOS
3o. lugar - CARLOS MÁRIO - 7 PONTOS

A DECISÃO DO VICE-CAMPEONATO NA SÉRIE OURO FOI NOS CRITÉRIOS DE DESEMPATE ( 1. maior número de vitórias - 2. confronto direto - 3. saldo de gols ), POIS ENIO VENCEU CARLOS MÁRIO NO CONFRONTO E AMBOS TINHAM O MESMO NÚMERO DE VITÓRIAS NA FASE FINAL DA COMPETIÇÃO.

OS 14 PARTICIPANTES DA COMPETIÇÃO FORAM OS SEGUINTES ASSOCIADOS DO CLUBE:
LEANDRO BESSIL - ENIO SEIBERT - CARLOS MÁRIO - CLÁUDIO - LAURO - MARIANO ARAUJO - MIRO - JONAS TAUBER - LEANDRO FERREIRA - LUIS CANABARRO - GENARO PEIXE - OLIMAR MANINHO - ANDRÉ MÁRIO - EGON FEISTAUER - .

A PREMIAÇÃO FOI REALIZADA DURANTE A NOITE DE ENCERRAMENTO DA COMPETIÇÃO E AS FOTOS SERÃO OPORTUNAMENTE POSTADAS NESTE BLOG.
 
MATÉRIA POSTADA POR ENIO SEIBERT- enioseibert@hotmail.com

ESTUDO PSIQUIÁTRICO DO JOGO - FUTEBOL DE BOTÃO: PESQUISA DE ESTUDO PSIQUIÁTRICO DO JOGO

Temos observado frequentemente maior utilização deste jogo por meninos de caráter oral.
Temos trabalhado o lugar da criança no espaço e a organização masculina, procurando estipular normas e regras do jogo, para que através dele, a criança possa projetar suas identificações e heróis.
Devemos registrar que as crianças que jogam futebol de botão são de caráter oral, mas estão trabalhando seus aspectos masculinos que se encontram desorganizados e destruidos, apresentando características bastante acentuadas do caráter esquizóide.
Através do futebol de botão, podemos trabalhar a organização e a identificação masculina, buscando regras, limites e o auto-controle da agressividade.
Percebemos uma acentuada busca deste jogo por meninos identificados com núcleos melancólicos de seus pais, pois estes mesmos expressam nesta brincadeira uma postura passiva, ou seja, identificados com a imobilidade paterna. Podemos considerar que a criança se encontra mais fragilizada como se precisasse fortalecer-se para conseguir jogar futebol e expressar-se.
É importante para o caráter oral por gerar sinais de angústia quando coloca limites e regras.

Trecho extraído do livro "Brinkando com o corpo- Técnicas de terapia corporal com crianças e adolescentes", de Brasilda dos Santos Rocha.

Postada no novo blog brasileiro de Futebol de botão de mesa www.botonismo.com.br por Enio Seibert - enioseibert@hotmail.com
                             CRÔNICAS BOTONÍSTICAS DE VALÊNCIA - ESPANHA
                       CULTURAL FUTEBOTONÍSTICA 2 x 2 ATLÉTICO GRANOTA


Ambiente de gala no Estádio da Barraca para receber a um invicto Atlético Granota. Apesar das baixas temperaturas que estamos vivenciando, havia uma noite agradável, aliás, destacamos que o campo de jogo encontrava-se em perfeitas condições, mais parecendo um tapete verde.
O espetáculo estava apresentado. Lástima que personagens trajados de preto, se encarregariam de tornar-se os protagonistas do confronto. Desde o apito inicial, ouvia-se que a arbitragem conversava em demasia com os jogadores, inclusive nos consta que se atreveu a reprovar uma jogada de um jogador " blanquet ", efetivamente, ao estreiante " Maravilla " Wilkes. Isto fez os jogadores locais perderem a concentração e os nervos, frente às atitudes e procedimentos do árbitro Sr.Mancini Donderis. A comissão de escalas de arbitragens terá que analisar melhor as indicações de arbitros, , pois não se pode colocar o lobo a cuidar das ovelhas. Os primeiros momentos não tiveram predominância de equipes e os nervos se exaltavam no ambiente.
A equipe Granota protestava sempre, e notava-se que não iria ser uma partida de " amigos " e irmãos. Os visitantes se adiantaram no marcador ao aproveitar o seu extrema direita uma falta de Blanche. Os pupilos de Galindo se colocaram à frente no marcador, porém, duraria pouco sua alegria pois na jogada seguinte do ataque Blanquet " Maravilla " Wilkes através arremesso cruzado consegue uma explêndido gol, levantando de seus assentos a respeitável legião de torcedores, a torcida era toda uma festa. Não havia passado mais de um minuto e a festa seria ainda maior, os Espada Boys se colocaram à frente no marcador fazendo os 2 x 1. Desta vez o autor foi " Wing " Otto, ao aproveitar um rebote na área Granota.
A partida entrou numa fase de " quero e não posso " de parte dos visitantes, porém as ocasiões iam diminuindo para a equipe local, lamentando o lance perdido por " Maravilla Wilkes, para colocar mais distância no marcador, porém os nervos se fizeram sentir e o esférico passou longe de seu destino. Faltava pouco para o árbitro dar por concluida esta primeira fase, porém, ainda seguiram os jogadores sendo os protagonistas; o árbitro deve ter pensado que isto não podia continuar assim e buscou seu minuto de fama até encontrá-lo na última jogada da primeira metade. O regulamento indica muito claramente que há tres ocasiões nas quais " nunca " pode-se apitar o final de uma fase ou da partida. Uma é quando há um pênalty, outra em um chute a gol e a última, em uma jogada de tres a seu favor.
Isto desagradou muito aos jogadores, ao treinador e aos torcedores locais, que até este momento estavam suportando estoicamente as decisões de julgamento desacertadas da arbitragem, porém, o que não estavam dispostos a aguentar era uma decisão por falta de conhecimento das regras. Os seguidores Blanquets inundaram de almofadas o campo de jogo, inclusive algum objeto chegou a cair próximo do juiz; ao mesmo tempo, toda a torcida gritava... Burro, burro, burro. As forças de segurança com seus escudos protetores fizeram o possível para que o sujeito de preto alcançasse o túnel do vestuário são e salvo. O treinador local recriminou a seu companheiro de profissão a falta de " Fair Play ". O tempo de descanso prolongou-se além do habitual, pois os capitães de ambos os times estiveram reunidos no vestuário arbitral com a equipe de árbitros. No recomeço do jogo o Atlético Granota apresentou todas as suas armas e se foi ao ataque, deixando a defesa desguarnecida, do que se aproveitava a equipe Cultural para criar situações de perigo, porém a pólvora blanqueta estava molhada, as decisões da arbitragem no primeiro tempo, haviam retirado do jogo aos locais. Faltando 10 minutos para o final do tempo regulamentar, o " portero " César sái de sua área para interceptar a bola, o que aproveita-se a equipe visitante para arremessar a pelota, tocando sem querer no braço do goleiro, assinalando o árbitro tiro livre direto, com a consequente advertência. A infração é cobrada pelo lateral esquerdo do Atlético Granota alterando os números no marcador luminoso .
A torcida estava mais que indignada com o que assistia no gramado, pois os pontos conseguidos até ali poderiam " voar " do Estádio da Barraca. Com o Atlético Granota em busca do terceiro gol que lhe daria a vitória, e a menos de um minuto para o final, é produzida uma jogada pela ala esquerda da equipe Cultural, caindo ao solo " Maravilla " Wilkes diante um desesperado guardameta Granota, no qual nada restava além de sair e fechar o ângulo da goleira, o jogador Blanquet fez o mais difícil, elevou a bola com uma sutileza fora do comum por cima do goleiro e quando parecia que a bola ultrapassaria a linha de gol, esta toma um efeito estranho e sái pela linha de fundo, roçando a trave da goleira.
A desilusão se apodera do Estádio da Barraca. Haviam tido a partida nas chuteiras de " Maravilla " Wilkes. Primeiro a arbitragem e agora a má sorte fizeram que a Cultural não ganhasse esta partida. Igualmente, as forças da ordem e segurança tiveram que custodiar ao trio arbitral até o túnel dos vestuários devido a invasão de objetos que caiam no campo de jogo. A torcida acenando lenços ao vento gritava para o juiz: burro, burro, burro.
É uma imagem que nos desagrada e gostaríamos que não volte a acontecer, para isso a comissão de arbitragens deverá apresentar em suas escalas, juizes mais competentes e profissionais.
Na sala de Imprensa o treinador visitante encontrava-se satisfeito pelo ponto conseguido. " Estamos satisfeitos, seguimos invictos ". Quando perguntado pela atuação arbitral disse: " não tenho o costume de falar dos árbitros, algumas vezes te beneficiam e em outras, te prejudicam ".
No outro lado se enxergava a um chateado e cabisbaixo Carlos Espada. " Tivemos a vitória em nossas mãos nessa última ação do nosso ataque, em outras circunstâncias essa jogada acabaria em gol, porém, hoje meus jogadores não estavam bem na partida, pois disso se encarregou a arbitragem". " Com arbitragens como esta, algum dia teremos uma desgraça ". O clube Blanquet apresentará um protesto à comissão para que esta equipe de árbitros não volte a apitar na Barraca. Na próxima semana visitamos a um rival muito difícil. O Penguins não começou bem na Liga, o que o torna ainda mais perigoso.

CRÔNICAS DA CULTURAL FUTEBOTONÍSTICA DE VALÊNCIA - ESPANHA, DE CARLOS ESPADA.
TRADUÇÃO DE ENIO SEIBERT PARA O NOVO BLOG BRASILEIRO DE FUTEBOL DE BOTÃO DE MESA: WWW.BOTONISMO.COM.BR

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


 


 

Entre vítores y aplausos de un buen número de curiosos, que allí se habían congregado atraídos por ese infalible imán que para los humanos desocupados supone el ruido y movimiento de máquinaria pesada, comenzaron en La Martinica de Almuña las obras para la construcción de un nuevo campo de Fútbol con Botones y Rebote a Banda:
El "ESTADIO ENIO SEIBERT".

Llamado así como homenaje a un Botonista excepcional: nuestro amigo, Enio, de Porto Alegre do Sud, Brasil, lider indiscutible y factotum de Renners y Fiorentina, integrante de la Cofradía Lokos del Botao, recopilador de historias, reglas, anécdotas y curiosidades acerca del Fútbol con Botones, escritor y traductor, promotor de la unificación de reglas, y muchas más cosas, -Tantas cosas que posiblemente sólo su nombre es capaz de contenerlas todas-, el Estadio Enio Seibert está, ya desde la colocación de su primera piedra, predestinado a convertirse en referente futbolbotonístico.


Su proyecto es el de un estadio moderno y funcional. Para llegar la ejecución del cual han unido el F.C. AZULONES y el REAL MARRÓN sus conocimientos, sus fuerzas, y sus materias primas, -ya sean éstas compradas ad hoc para el bricolaje, ya sean recolectadas por ese instinto parejo al de las urracas o al de Diógenes, que lleva a todo botonista a rescatar y conservar los objetos, o trozos de objeto, más extravantes, bajo el lema de que a él "podrían llegar a servirle para algo", cuando algún otro miembro de su familia se dispone a tirarlos a la basura-.


Algunos proponían, por esa unión de los rivales eternos para construirlo, llamarle Estadio de la Hermandad, o del Hermanamiento, pero cuando se puso sobre la mesa el nombre de Enio Seibert la decisión fue unánime, y a ella se sumaron incluso aquellos que habían promovido la denominación primera, porque entendieron que en esta última, finalmente elegida, iba incluido también, -entre muchos otros de igual porte-, aquel valor de la hermandad que ellos postulaban.

En próximas "entradas" publicaremos fotografías y/o vidéos del nuevo Estadio. Valga de momento la primicia que ofrecemos ya para abrir boca, y por evitar que se nos adelanten otros medios.

FBRB, siempre en vanguardia de lo nuestro: los primeros en ofrecer a sus lectores la información, de manera ad hoc, incombustible, y fidedigna, -esto último, diga lo que diga mi vecino Jesús, que tiene la teoría de que en las crónicas escritas y/o filmadas siempre exagero los méritos de mi equipo, mientras que trato de pasar por alto o empequeñecer los del suyo-.
 
TEXTO DE MARCELO SUÁREZ GARCIA, CRONISTA ESPANHOL DE FUTEBOL DE BOTÕES.
FONTE:
http://futbolconbotonesyreboteabanda.blogspot.com.br/#!/2013/01/el-estadio-enio-seibert.html