JOGO DE BOTÃO

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

LIVRO LOUCOS POR FUTEBOL DE BOTÕES- O ÚNICO LIVRO NO MUNDO SOBRE O NOSSO ESPORTE-HOBBY!

COMO ADQUIRIR O SEU EXEMPLAR:

EM PORTO ALEGRE E REGIÃO METROPOLITANA O LIVRO PODE SER COMPRADO DIRETAMENTE NO BAZAR MIMO - RUA FERNANDO MACHADO, 568 - CENTRO HISTÓRICO, AO PREÇO FIXO DE R$ 60,00 OU FONAR PARA ENIO SEIBERT - ( 51 ) 3013.5565 E CONTATAR FORNECENDO ENDEREÇO/LOCAL PARA ENTREGA.

NO RIO GRANDE DO SUL E/OU QUALQUER ESTADO BRASILEIRO PODE CONTATAR COM ENIO SEIBERT POR EMAIL: enioseibert@hotmail.com OU MENSAGEM NO FACEBOOK: www.facebook.com/enio.seibert
DEPOSITAR R$ 80,00 NA CONTA CORRENTE No. 01037298-0 - AGÊNCIA 0448 - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL DE PORTO ALEGRE - RS.

APÓS, ENVIAR CÓPIA DO COMPROVANTE DO DEPÓSITO POR EMAIL OU MENSAGEM NO FACEBOOK, E O ENDEREÇO COMPLETO PARA REMESSA DO EXEMPLAR PELOS CORREIOS POR SEDEX/PAC REGISTRADO.

QUAISQUER OUTRAS INFORMAÇÕES CONTATAR DIRETANENTE COM ENIO SEIBERT. EMAIL: enioseibert@hotmail.com
FACEBOOK: www.facebook.com/enio.seibert - BLOG: www.botonismo.com.br - FONE: ( 51 ) 3013.5565 - PORTO ALEGRE-RS

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

COMO ADQUIRIR O LIVRO LOUCOS POR FUTEBOL DE BOTÕES?

EM PORTO ALEGRE E REGIÃO METROPOLITANA O LIVRO PODE SER COMPRADO DIRETAMENTE NO BAZAR MIMO - RUA FERNANDO MACHADO, 568 - CENTRO HISTÓRICO, AO PREÇO FIXO DE R$ 60,00 OU FONAR PARA ENIO SEIBERT - ( 51 ) 3013.5565 E CONTATAR FORNECENDO ENDEREÇO/LOCAL PARA ENTREGA.

NO RIO GRANDE DO SUL E/OU QUALQUER ESTADO BRASILEIRO PODE CONTATAR COM ENIO SEIBERT POR EMAIL: enioseibert@hotmail.com OU MENSAGEM NO FACEBOOK: www.facebook.com/...enio.seibert
DEPOSITAR R$ 80,00 NA CONTA CORRENTE No. 01037298-0 - AGÊNCIA 0448 - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL DE PORTO ALEGRE - RS.


 APÓS, ENVIAR CÓPIA DO COMPROVANTE DO DEPÓSITO POR EMAIL OU MENSAGEM NO FACEBOOK, E O ENDEREÇO COMPLETO PARA REMESSA DO EXEMPLAR PELOS CORREIOS POR SEDEX/PAC REGISTRADO.


PARA ADQUIRIR O LIVRO NA ESPANHA DEVE SER PROVIDENCIADA UMA REMESSA DE US$ 35,00 (TRINTA E CINCO DÓLARES AMERICANOS), CORRESPONDENTE A APROXIMADAMENTE R$ 140,00 (CENTO E QUARENTA REAIS) PARA A CONTA CORRENTE No. 01037298-0 , AGÊNCIA 0448 DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL DE PORTO ALEGRE - RS., COM AS SEGUINTES ESPECIFICAÇÕES:

 CÓDIGO SWIFT : CITI US 33 - CONTA 36026886 - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CÓDIGO SWIFT DA CAIXA: CEF X BRSP
( CASO A OPERAÇÃO SEJA FEITA ATRAVÉS DO CITIBANK NOVA YORK )
COMPROVANTE DE EMISSÃO DO CÓDIGO IBAN ( INTERNATIONAL BANK ACCOUNT NUMBER )
IBAN BR 35 0036 0305 0044 8000 0372 980 C 1
NOME/RAZÃO SOCIAL: ENIO ERNO SEIBERT
AGÊNCIA 0448 - OPERAÇÃO 001 - CONTA/DV 00037298-0

APÓS EFETUADA A REMESSA DO VALOR DO LIVRO O COMPRADOR DEVE MANDAR A CÓPIA DO COMPROVANTE BANCÁRIO POR EMAIL OU MENSAGEM NO FACEBOOK E O ENDEREÇO COMPLETO PARA ENVIO DO EXEMPLAR PELOS CORREIOS ATRAVÉS SEDEX REGISTRADO.

QUAISQUER OUTRAS INFORMAÇÕES CONTATAR DIRETANENTE COM ENIO SEIBERT. EMAIL: enioseibert@hotmail.com
FACEBOOK: www.facebook.com/enio.seibert - BLOG: www.botonismo.com.br - FONE: ( 51 ) 3013.5565 - PORTO ALEGRE-RS

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

                             LIVRO:  LOUCOS POR FUTEBOL DE BOTÕES

ALELUIA !   FINALMENTE  PRONTO  O  LIVRO  LOUCOS POR FUTEBOL DE BOTÕES.
A OBRA, DEPOIS DE QUASE UM ANO DE DEMORA PARA SUA PUBLICAÇÃO, FINALMENTE, FICOU PRONTA E ESTÁ DISPONIBILIZADA PARA VENDA NO BRASIL E ESPANHA, POR SEDEX REGISTRADO DOS CORREIOS.
A GRÁFICA EDITORA CONTRATANTE ESTARÁ DISPONIBILIZANDO A IMPRESSÃO DE TIRAGENS PERIÓDICAS DE 100 EXEMPLARES PARA COLOCAÇÃO  (VENDA)  AOS BOTONISTAS BRASILEIROS E DO EXTERIOR INTERESSADOS NO ÚNICO LIVRO IMPRESSO NO MUNDO SOBRE A TEMÁTICA FUTEBOL DE BOTÕES DE MESA.
NO BLOG "  www.botonismo.com.br " ESTAREMOS DETALHANDO MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE FORMAS DE ADQUIRIR O LIVRO, SEUS PREÇOS DE VENDA NO BRASIL E EUROPA, CUJOS EXEMPLARES SERÃO ENTREGUES NOS ENDEREÇOS FORNECIDOS PELOS BOTONISTAS E LEITORES INTERESSADOS.
PEÇO MIL DESCULPAS PELO ATRASO NA CONFECÇÃO DO LIVRO, MAS, ACREDITEM REALMENTE, FOI UMA BATALHA INGLÓRIA DE MUITA PERSISTÊNCIA  PARA A EDIÇÃO DO LIVRO QUE AINDA NÃO FICOU PERFEITO NOS MOLDES QUE GOSTARÍAMOS.  MAS, PRETENDEMOS CORRIGIR ALGUNS DEFEITOS E MELHORAR GRADATIVAMENTE, A SUA FORMATAÇÃO FINAL.
SOLICITO A TODOS OS LEITORES E BOTONISTAS QUE ME INFORMEM AS SUAS IMPRESSÕES, SUGESTÕES, MELHORAMENTOS, CRÍTICAS E ELOGIOS À OBRA, TRABALHO DE COMPILAÇÃO DE MAIS DE 6 ANOS,  REUNINDO E PESQUISANDO AS MELHORES CRÔNICAS, HISTÓRIAS E MATÉRIAS DO MUNDO INTEIRO SOBRE O NOSSO ESPORTE-HOBBY DOS SONHOS.
SAUDAÇÕES BOTONÍSTICAS.  ENIO SEIBERT.    enioseibert@hotmail.com


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

LOUCOS POR FUTEBOL DE BOTÃO  II  -

A idéia de produzir um livro contando histórias de botonistas e do jogo de futebol de botões desde suas origens, suas diversas teses  e hipóteses sobre seu início e locais, surgiu quando o blog Futmesabrasil ,  do estado de São Paulo, onde fui colaborador  mensal ( com matérias do meu acervo pessoal de cerca de 40 anos ), começou  a apresentar um volume considerável de crônicas e reportagens históricas que, pensei  eu  com os meus botões, poderiam transformar-se numa leitura interessante e agradável, também, para o mundo botonístico brasileiro e até do exterior, neste novo formato em impressão gráfica.
Assim, ficariam registradas para as futuras gerações, nem que fosse somente como um grande relato e curiosidade sobre uma das maneiras como nos divertíamos no século passado, mais especificamente, dos anos 50 para nossos dias.
Com as colaborações consentidas e autorizadas do grande escritor, cronista, administrador de empresas e desenhista industrial Paulo Bosco, botonista brasileiro radicado nos Estados Unidos,  de Marcelo Suárez Garcia, nosso grande escritor, poeta, cronista e botonista espanhol das Astúrias,  do poeta, ex-bancário, advogado e decano dos botonistas gaúchos Miguel Orci, de Canoas-RS,  dentre outros grandes cronistas, escritores, jornalistas e  colaboradores diversos, encorajei-me com a possibilidade de produzir uma futura publicação reunindo as histórias e crônicas do nosso "  jogo de botão ", até então, matérias diversificadas e espalhadas nos quatro cantos do mundo.   Todas as matérias interessantes sobre a temática futebol de botão, encontradas na internet e na imprensa, foram selecionadas para postagens nos blogs e posteriormente, no livro impresso.
Até arrisquei e me aventurei a escrever algumas  matérias das quais participei  ou tomei conhecimento ( mesmo não sendo escritor ) e nestes momentos sempre  lembrava do antigo parceiro de centenas de jogos de futebol de botão, durante a minha infância e adolescência,  o amigo James Hilton Macedo, que registrava numa caderneta, todos os resultados dos nossos jogos, certamente, mais de mil partidas, dos quais só lembro a minha maior derrota por 7x1 e minha maior vitória sobre o companheiro por 10x4.  Também recordo seu maior número de vitórias nos primeiros anos de nossos confrontos e  a progressiva reversão de resultados a meu favor nos últimos tempos.
Certamente,  o antigo parceiro de confrontos amistosos e torneios  todos realizados praticamente,  na sua mesa e na sua casa, ainda teve mais vitórias do que derrotas, apresentando uma supremacia que  jamais consegui desmanchar, ao menos, nesta vida terrena.  Talvez, numa outra dimensão espiritual, pois o parceiro de tantos jogos partiu precocemente, lá pelos 50 anos. Novas revanches só poderão acontecer, talvez, no mundo infinito dos astros e estrelas, como descreve o poeta espanhol Marcelo Suárez Garcia, na sua célebre poesia "Hino a uma paixão", onde roga aos deuses um espaço para  uma mesa de jogo de futebotão entre as estrelas do universo.
O parceiro de  intermináveis e incontáveis confrontos de  jogos de botão James Hilton Macedo, na interiorana cidade de Cachoeira do Sul, além de  grande jogador, era também um excelente texto e cronista, tal qual seu  homônimo escritor americano que lhe emprestou o nome ( James Hilton ), isto, logicamente, graças ao seu pai, fã de carteirinha e leitor fiel do grande best-seller da América.  Este livro, certamente, contaria com belos textos e crônicas maravilhosas deste amigo e companheiro de jogo, precocemente desaparecido da  nossa dimensão.  Mas, lá em cima, nos céus infinitos, deve haver uma mesa oficial completa em boas condições e times de galalite, ou até de acrílico, para diversão eterna de todos nós, quando lá chegarmos.    É  a torcida também do companheiro botonista Ronei Tauber...   Estás lembrado  destas palavras na sede da Lancheria Apolo, Ronei ?  - " Lá em cima tem que ter uma mesa de futebol de botão pra  gente  curtir e passar o tempo "...
O companheiro e amigo botonista José Obereci Carvalho prontificou-se a colaborar  e vem emprestando sua colaboração prática e efetiva, na organização dos capítulos, divisões e textos deste livro, com muita eficiência, apesar de ser um cético na crença da idéia de unificação das regras do jogo de futebol de botão, concepção na qual acredito e venho lutando, tal qual um Don Quixote sonhador e visionário, mesmo que a  maioria dos botonistas creia ser impossível, ou inviável,  ou até mesmo, impraticável tal propósito..  Mas, continuo acreditando neste sonho quase  impossível, pois, esporadicamente, encontro e converso com pessoas que, ao menos, opinam que isto  seria o ideal para a preservação e continuidade do jogo entre as  novas gerações  que só conhecem jogos eletrônicos da modernidade.  Mas dizem, também, tratar-se na prática, de uma legítima missão impossível ! 
Às vezes me questiono se serei eu o único sonhador, visionário e idealista  neste mundo dos botões de múltiplas regras e regulamentos  diferenciados ?   Porque  ninguém acredita na unificação das regras de futebol de botão se todos os botonistas do mundo só teriam  a ganhar com  esta prática ?    Pois não é uma verdade irrefutável e indiscutível que os maiores, mais praticados, mais populares e mais difundidos esportes ( na televisão ) do mundo têm regras únicas e padronizadas e são jogados da mesma maneira no mundo inteiro ?  ( Casos do futebol de campo,  basquete, vôlei,  tênis,  futsal,  tênis de mesa,  beisebol, rugby, futebol americano ).
Por que o nosso Futebol de Botão de Mesa, o melhor jogo ( esporte-hobby ) do mundo não pode ter regras únicas e padronizadas para todos poderem praticar este esporte da mesma maneira  em todo o planeta ?
De qualquer forma, pretendo continuar  sendo um sonhador prático e idealista, talvez um visionário, crente  e incorrigível neste propósito.   O que se há de fazer ?
Faço parte, com muita honra deste grupo seleto dos que gostam demais deste esporte e de todas as suas implicações, ao ponto de sermos  conhecidos como os  " LOUCOS POR FUTEBOL DE BOTÃO."

Uma apresentação parcial do livro "Loucos por futebol de botão", em fase de elaboração final para lançamento em edição impressa em breve.
Enio Seibert- enioseibert@hotmail.com ; blog: www.botonismo.com.br
Porto Alegre- Estado do Rio Grande do Sul- Brasil

domingo, 2 de novembro de 2014

                                                LOUCOS POR FUTEBOL DE BOTÃO


Vem aí o livro sobre as coisas e fatos do mundo fascinante do futebol de botões acontecidos na eterna capital mundial deste esporte, cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, nas Américas, na Espanha e no mundo, com as principais matérias postadas no extinto blog futmesabrasil e no blog atual botonismo.com.br   Histórias, crônicas, regras, regulamentos, curiosidades, origens, teses e hipóteses, cronologia, loucuras, estórias, fabricantes de botões e de mesas, botonistas famosos, clubes praticantes, departamentos  de futebol de mesa, regras nacionais ( brasileira, gaúcha, paulista, carioca, dadinho, pastilha, celotex paraense, maranhense, pernambucana ), regras internacionais (regra catalana/Barcelona, valenciana/Valência, Sectorball/Hungria) e a proposta de unificação dos regulamentos do jogo com a Regra Unificada de Futebol de Mesa/Unified Rule (já traduzida para o inglês).
Os maiores cronistas de futebol de botões do mundo e suas histórias maravilhosas e apaixonantes que irão fazer você se emocionar, sorrir e chorar. 
Marcelo Suarez Garcia ( das Astúrias ), Carlos Espada (de Valência), Carlos Garcia Dalmau (da Catalúnia ), Paulo Bosco (sul de Nova York), Luis Fernando Veríssimo (Porto Alegre), Ricardo Meni (Jaboticabal/São Paulo), Adauto Sambaquy (Balneário Camboriú/Santa Catarina),  David Coimbra (Porto Alegre),  Ruy Carlos Ostermann (Porto Alegre), Chico Buarque de Holanda (Rio de Janeiro),  João Batista Rangel (Cascavel/Paraná),  Miguel Orci (Canoas/Rio Grande do Sul),  Enio Seibert (Porto Alegre), dentre outros, são alguns dos contadores de histórias do jogo de botões  que desfilam nas cerca de 300 páginas deste livro inédito  no mundo. 
Esperamos e até podemos  garantir  que este livro  tem tudo para tornar-se o novo livro de cabeceira dos botonistas praticantes do melhor jogo do mundo, também considerado um hobby desestressante, uma paixão sem limites, uma terapia de vida, uma razão a mais para viver.  Compilação do botonista Enio Seibert, 70 anos de idade e 60  de prática do futebol de botões de mesa.    Em breve, lançamento da edição impressa em português.  Aguardem novas notícias no blog  www.botonismo.com.br 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

UM TEMPO SEM KIWI E SEM HERÓIS -


Opções daquela época: pedalar bicicleta, jogar futebol, brincar de autorama, jogar bolinhas de gude e futebol de botão. Sou de um tempo sem kiwi.  Não havia kiwi,  não havia sushi, o pão era semolina de meio  quilo, tudo era mais difícil naquela época.  Também não havia internet, logo não havia e-mail ou Facebook, não havia nem celular e nós nem  sequer tínhamos telefone fixo em casa.  Como nos  comunicávamos ?  Não sei.  Como arranjávamos amigos  e namoradas ?  Não faço a mais tísica idéia.
Que mundo estranho era aquele sem kiwi. 
Naquele tempo tão longe, de mim distante, os guris não sonhavam em ganhar iPad de Natal.  Não, não, nossos  anseios, basicamente, se resumiam a três presentes.
1 - Uma bola de couro no. 5, coisa rara.
2 - Uma bicicleta, coisa caríssima.
3 - Um autorama, coisa para nababo.
Uma vez ganhei uma bola de couro no. 5, costurada a mão por algum presidiário, gomos pretos e brancos, uma lindeza, o único tipo de bola que deveria ser utilizado em quaisquer campeonatos do mundo para todo o sempre, amém.
Lembro-me da pena que senti em chutá-la pela primeira vez, mas, eu tinha de chutá-la, para isso ela existia, e a chutei com gosto, todos nós da turma a chutamos, jogos épicos foram disputados com aquela relíquia, marquei gols com ela, sim, os marquei, até que ela foi gastando com o tempo e com o uso, e logo a tinta branca e preta desbotou, e em  seu lugar restou o cinza sujo do couro, e um dia a costura de um gomo se abriu como uma fenda na carne, e olhei para a minha linda bola de couro número 5 com alguma tristeza,  sabia que ela estava chegando ao  fim, mas sabia, também, que tudo na  vida nasce, alcança o auge, passa pela decadência e morre, e via que a morte da minha bola se  iniciava,  e logo os gomos foram se soltando, um a um, um  por jogo, e em pouco tempo ela parecia uma velha casa  com a tinta descascada e as janelas arrombadas, uma casa  abandonada e melancólica, e logo ela nem rolava mais direito, e um dia foi substitida por uma bola novinha que algum outro guri ganhou de aniversário, e foi posta  de lado, e murchou, esquecida, como murcham até os  grandes sentimentos, e morreu como morrem até os  amores imortais.
Foi triste perder aquela bola.  Mas valeu a pena, porque você só perde o que você um dia teve, e eu a tive.
Autorama, não.  Autorama nunca tive.  Autorama era areia demais  para o caminhãozinho financeiro da família.  Mas bicicleta um dia ganhei.  Recordo minúcias daquele feliz Natal.  Foi um esforço conjunto de mãe,  vô, madrinha e vó.  Um mutirão.  E lá estava ela, uma Caloi azul escura, de trava torpedo, aro grosso, pneus pretos da espessura do meu braço.  Que emoção.
Era uma bicicleta sem marchas.  Ninguém ganhava bicicleta com marcha num tempo sem kiwi.  Depois é que surgiu a Caloi  10.  Dez marchas, um luxo.  Diziam que com uma bicicleta de 10  marchas você podia subir a lomba da Lucas de Oliveira assobiando, mas acho que era lenda.
De qualquer forma, percorri toda a cidade com a minha Caloizinha.  Saíamos em cardumes, pedalando pelos bordos das avenidas .  Fomos até a longínqua Zona Sul, região por nós desconhecida e habitat de gente esquisita, que convivia com o rio.  Fomos até a inóspita Alvorada.  Nos aventuramos pela Freeway.  Pedalamos, pedalamos, e nem sabíamos que éramos heróis.
Como o tempo é injusto com os homens.  Fosse hoje, seríamos incensados na cidade.  Seríamos reportagem de  jornal.  Seríamos personagens de discurso na Câmara.  Sim, porque agora, neste tempo de kiwis, existe a  crença de que andar de bicicleta muda o mundo, de  que andar de bicicleta é fazer a Revolução.
Quem poderia imaginar ?  Nenhuma daquelas  duplas famosas, Marx & Engels, Lenin & Trotski, Fidel & Tche, nenhum deles imaginaria que o capitalismo seria  abalado a pedaladas.
Mais amor, menos motor.
  Tem lugares que aplicam essa máxima.
Mas, felizmente, também havia o jogo de Futebol de botão.
A GRANDE DECISÃO.
Eu não era bom no gude.  A começar pelo meu  nhaque, que era ... como direi para não chocá-los ? Digamos que meu nhaque  chamar-se-ia, em termos publicáveis, cloaca.  Ou  ânus de galinha.
Enfim.  O problema é que esse tipo de nhaque não  tem muita propulsão.  E  também, não se podia dizer que minha  pontaria fosse bem  calibrada.  Então, eu me dava mal no jogo de bolinhas de gude, perdia minhas águidas  todas.  Craque era o Edu Brites, o nhaque  mais potente do IAPI.  A bolinha saía da mão do Edu feito um tiro de tresoitão, quebrava a  joga da gente ao meio.
Aliás, o Edu era o tipo de cara bom em tudo.  Existem caras assim.  Ele jogava bem gude, boco, pião, bafo, pingue-pongue e,
o mais importante, futebol.  Tinha um chute de entortar travessões, o Edu Brites.
Só tem o seguinte: não me ganhava no futebol de botão.  Ninguém me ganhava.  Para se ter uma idéia da minha craqueza: nós jogávamos campeonato valendo botão.  Comecei com um time humilde, contratado às pressas, meus puxadores tinham no máximo duas camadas e alguns não passavam de uma.  Acho até que coloquei um "panelinha" (botão de plástico comum) a de improviso na lateral -direita.  Mesmo assim, ganhei tantos títulos que chegou um momento em que 11 times dividiam a caixa de sapatos onde se concentrava a delegação.
Agora um trauma: nunca tive Estádio Estrelão.  Manja Estrelão, o campo do futebol de botão da Estrela ?  Pois é.  Nunca tive.  Uma careza..  Jogava no parquê mesmo, minha mãe enlouquecia porque o assoalho ficava todo dentado pelas fichas.  Estrelão  era coisa rara na turma.  Até que um dia resolvemos nos profissionalizar.  Saímos pela Zona, um pedia madeira, outro pedia tinta, outro pedia grana mesmo.  Conseguimos montar um baita estádio de botão, coisa mais linda.  Era do tamanho de dois Estrelões, seria o Serra Dourada do botão.  Ou melhor: o Maracanã.
Organizamos um campeonato para  inaugurar o estádio.  E, pela primeira vez , não valia botão: valia taça e medalha.  Taça e medalha, cara !  Jamais havia ganho uma única taça, uma única medalha.  Disputei todos aqueles torneios de colégio, torneio de futebol,  de gaita de boca, de nilcon, participei de todas as corridas de carrinho de lomba, de bicicleta e até de patinete, joguei  tudo, sem ganhar uma só medalha, uma só taça, ainda que pequenina.  E agora poderia me redimir !  Sim, porque ninguém me bateria no botão, no botão eu era o maioral, o kid, o Pelé, o John Travolta, o Wianey Carlet !
Começou o campeonato.  E comecei  a ganhar deles todos.  Ganhei do Edu, do Barril, do Zoreia, do Languiça, do Apara Peido, do Floxo.  Cheguei à final. 
Meu adversário era o Diana, aquele que era chamado de Diana porque tinha uma cadelinha chamada Diana. Meu, eu jogava muito mais do que o Diana.  Sempre ganhava dele quando nos enfrentávamos no parquê, se bem que, preciso reconhecer, no parquê o mando de campo era meu.  Mas jogava mais do que ele em qualquer lugar e, como minha campanha fora melhor, só necessitava do empate para levar a taça e a medalha.  Barbada.
Porém, mal o jogo havia iniciado, o Diana, CABUMBA, meteu um gol  lá  do meio do campo.  Mas que bá.  Fiquei meio zonzo.  Até porque a turma, em volta, vibrou.  Pensei: pô, os carinhas estão torcendo pro Diana ?  Malditos traidores.  Fui para cima dele.  Pressão total.  Só que, por algum motivo, os chutes dos meus atacantes não entravam.  Pegava na trave, batia no goleiro, riscava o poste, o zagueirão de três camadas tirava.  Não entrava !  Aquilo foi me enervando.  A partida durava 10 minutos e cinco já haviam se passado.  Lá pelos seis, a bolinha caiu a um palmo do meu meia Rivellino, um puxador de duas camadas muito elegante, azul em cima, branco em baixo, as bordas numa inclinação de 25 graus, que é a inclinação perfeita para um meia de botão.  Rivellino.  Que jogador !  O goleador e maior astro do time.  Um verdadeiro ídolo, os outros botões seguiam  sua liderança.  Pois o meu Riva mandou um  chute de revesgueio,  a bolinha saiu alta, fez  tzin !, chocou-se com o travessão e ... gol do David !!!
Para minha surpresa, o pessoal vibrou também !  Ah, eles queriam era sacanear. 
O problema foi que já na saída o Diana deu um chutinho de nada, um  pum, mas a bolinha rolou como uma  moeda e entrou no meu gol.  Faltavam uns dois minutos e meio, a turma não parava de fazer barulho em volta, eu pressionando, eu chutando, eu tentando, e nada.
Aí a bolinha parou diante do Rivellino outra vez.  Respirei fundo.  O jogo ia terminar.  Como diriam os  narradores, estávamos no apagar das luzes, não havia tempo para mais nada, era o último cartucho.
Fiz pontaria.  Respirei fundo de novo. Assentei a ficha em cima do botão.  Anunciei:
- A gol !
O Diana:
- Chuta !
Respirei fundo pela terceira vez.  Pensei na taça.  Na medalha.
Finalmente teria uma taça e uma medalha !  Meu coração se apertou, ao lembrar delas, tão faiscantes.  E aí, minha mão pesou e a ficha escorregou.
O Riva deslizou torto, bateu torto na  bolinha e, para meu desespero, foi para fora !  O jogo terminou.  A turma vibrou.
Cara, fiquei nervoso com aquilo de taça e medalha e perdi !  É por isso que entendo as exigências de uma decisão.  É por isso que sei o valor de quem não se abala numa final.


TEXTOS DE DAVID COIMBRA, COLUNISTA DE ESPORTES DO JORNAL ZERO HORA DE PORTO ALEGRE - RS.
REPRODUÇÃO DE ENIO SEIBERT.

domingo, 30 de março de 2014

COMO NOS DIVERTÍAMOS HÁ 50 ANOS?


Quais os divertimentos dos jovens naqueles idos tempos dos anos 40 e 50 ?  O que faziam para passar o tempo  ou se divertir ? Estas são perguntas que  muitos me fazem, especialmente os mais jovens,  acostumados aos videogames,  jogos eletrônicos e outras coisas do  mesmo gênero.  Para eles, a idéia  da inexistência de brinquedos com  "megas", "bits", "delete", "start" e que não possam ser ligados à corrente elétrica parece extravagante, coisa  pra lá de antiga.
Para estes, eu conto:
Pião e Pandorga -
Coisas mais simples agradavam à  gurizada.  O  pião, feito de madeira, lançado com maestria por alguns e  aos trancos, por outros (eu era destes últimos).  Para quem sabia jogar, o pião  se revelava um espetáculo.  Fazia-se  "dormir", andar numa determinada direção e voltar, e mil outras coisas.  Havia um pião de metal, grande, colorido, com um sistema de propulsão consistindo numa haste colocada no topo do brinquedo que era comprimida várias vezes, enquanto se segurava o pião.  Uma  mola "aquecia os motores" e a gente largava o pião no chão, rapidamente, e  ele, ao girar, emitia um som melódico que encantava. 
Havia a "pandorga" ou "pipa", que todo mundo conhece, largada nos ares do cais do porto ou na  beira dágua, ali  para os lados da Usina do Gasômetro.  Este lindo brinquedo era o encanto todo o mundo.  Fácil de fazer, precisava de pedaço de taquara, papel de seda, cola e barbante.  O resto ficava por  conta da criatividade.
Bolinha de gude e Varetas -
Parece mentira, mas jogava-se bolita na Rua da Praia.  As bolas de  gude eram disputadíssimas pelas cores e tamanhos, e na saída das aulas, à tarde, cada uma carregava seu saco  de bolinhas de vidro e ia disputar algum jogo que aparecesse.  Era um tal de "peço meça!" para medir distância, "buliu!", quando a bola tocava indevidamente em outra, "tá fora!" quando alguém conseguia tirar a bolinha do "tria!", ou triângulo.  Os terrenos baldios eram  os locais preferidos, mesmo porque eram deixados abertos e não cercados como hoje. Naqueles tempos, não havia perigo de  invasão. 
Um jogo também preferido pela garotada era o de "varetas", que existe até hoje, mas  deve mofar nas prateleiras.  Exigia  destreza, olho firme e mão mais firme ainda.  E uma capacidade enorme  para  aguentar as intervenções dos outros, enquanto se jogava.  O grito de "buliu" era respondido por "não buliu" e aí a discussão estava instalada.
FUTEBOL DE BOTÃO -
Era moda, também, o "Futebol de Botão", que ainda hoje existe, mas  apenas entre os mais antigos, com um  ou outro curioso mais jovem.  Botões de casacão, de vestido ou casaco da mãe, ou de puxadores  de gaveta ou outros móveis, feitos de plástico galalite.  Os times eram os  mais variados, desde a dupla Gremio e Internacional até os chamados grandes, do Rio de Janeiro e São Paulo.  Os nomes dos jogadores eram datilografados e colados em  cima dos botões.  Os números eram  tirados de calendários de papel.  Não se falava em  "goleiro", mas em "goal-keeper" , os zagueiros eram  "backs" ou beques, o centro-médio era o "center-half" e o centro-avante era o  "center-forward".  Os ponteiros eram os "wingers" (como se sabe  esta posição não existe mais).  Vocês  podem imaginar a pronúncia que  cada um dava aos termos ingleses...
Das camisas para o campo. -
A bolinha do jogo de botão era tirada da tampinha da pasta de dentes Kolynos, bem lixada e achatada.  Ou então, botão de camisa, de um  tipo especial escolhido a dedo, que  também recebia um lixamento, para evitar que corresse demais.
Do Rio de Janeiro, onde estive pela primeira vez aos 12 anos, trouxe  uma novidade: uma bolinha feita de  algodão, pacientemente enrolada em uma linha fina de costura e colada ao final.  Uma trabalheira enorme.  Não pegou por aqui, porque dava trabalho e o resultado nem sempre era  satisfatório.  Ficamos com a tampinha e o botão de camisa.  Engraçado é  que, até hoje, quando olho um botão  de camisa, verifico se ele daria uma  bolinha perfeita ou não.  Foi-se o jogo, ficou o hábito.  Para impulsionar o  "jogador", alguns usavam ficha de  roleta, outros, uma palheta feita de  madeira.  Tinha quem jogasse com um pente de bolso da fábrica "Flamengo" ou "Pantera", usando o lado dos dentes.  Dava maciez ao toque no botão e o efeito era perfeito, segundo alguns.  Eu  sempre preferi uma ficha de roleta, que eu ainda tenho, junto com os demais "players" da minha aguerrida equipe.

TRANSCRIÇÃO DE MATÉRIA DO JORNAL DA CAPITAL DE JANEIRO/FEVEREIRO DE 2010.
AUTORIA DO JORNALISTA  PAULO LONTRA - E-mail:   paulo.lontra@gmail.com

Reprodução de Enio Seibert  - E-mail: enioseibert@hotmail.com